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Cresce o consumo de máquinas e equipamentos no Brasil

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O balanço do setor de bens de capital mecânicos de julho revela importante crescimento do consumo aparente (produção - exportação + importação) de máquinas e equipamentos no País, de 11,3%. Segundo a Abimaq, a expansão foi puxada tanto pela aquisição de máquinas e equipamentos produzidos localmente (+10,5%) quanto importados (+11,7%).

O aumento é ainda mais expressivo se comparado a julho do ano passado: 25,3%. Com este resultado, no ano, os investimentos em máquinas e equipamentos passaram a acumular crescimento de 10,5%.

A receita líquida em julho, porém, após forte crescimento em junho, registrou ligeira queda, de 4,1%. “A queda no mês já era prevista em função da sazonalidade e também da base de comparação que foi inflada pelas vendas que ficaram represadas em função da paralisação do setor de transporte de carga que ocorreu no final do mês de maio”, informa a Abimaq, lembrando que, “apesar da queda na ponta, em relação ao mesmo mês de 2017 o crescimento se manteve (+10,6%) o que garantiu uma ligeira melhora no resultado acumulado durante o ano de 2018 (+4,7%)”.

Com este resultado, a Abimaq mantém a expectativa de que o setor encerre o ano de 2018 com crescimento ao redor de 7% em relação ao ano de 2017, puxado principalmente pelas exportações, mas ainda muito abaixo do faturamento do setor pré-crise. Em média, o faturamento do setor entre os anos 2010 e 2013 no período janeiro-julho era de R$ 11 bilhões; em 2018, no mesmo período, a receita acumulada é de R$ 6,79 bilhões, volume 41,8% inferior.

Exportações x Importações - As exportações registraram queda de 20,3% em relação ao mês de junho. As vendas para América Latina recuaram 2,3% em 2018, em função principalmente da forte queda das vendas para México e Argentina. Houve queda ainda nas exportações para Bolívia e Peru. A maior contribuição para o crescimento das exportações veio dos Estados Unidos e dos países europeus que ampliaram suas compras em 52,2% e 42,2%, respectivamente, entre janeiro e julho, quando comparado com o mesmo período de 2017.

Já as importações cresceram em julho, com alta de 11,7% sobre o mês anterior e de 21% em relação ao mesmo mês de 2017. No ano, as importações acumulam crescimento de 18% em relação ao mesmo período de 2017. Na avaliação da Abimaq, “o bom desempenho das importações é reflexo das encomendas realizadas entre o final de 2017 e início de 2018, período que sinalizava uma saída mais rápida da crise. O aumento das incertezas no último trimestre combinado com um real desvalorizado em relação ao dólar deverá arrefecer este quadro nos próximos meses”.