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Compliance: setor da construção evolui rapidamente

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As empresas de infraestrutura e construção no país vêm adotando e aprimorando suas práticas de compliance, conduta empresarial e governança corporativa alinhada às boas práticas nacionais e internacionais, com o objetivo de prevenir, detectar e monitorar eventuais desvios de conduta e ações ilícitas, que trazem prejuízos financeiros, ferem relacionamentos institucionais e a imagem e reputação da organização com seus stakeholders e shareholders.

Segundo a terceira edição da pesquisa “Maturidade do Compliance no Brasil”, realizada pela consultoria KPMG, 73% das empresas já estabeleceram um comitê de ética e compliance para assessorar a alta administração nessas questões e auxiliar a organização de implantar mecanismos de governança e compliance; e 65% dos executivos C-Level acreditam que a governança e a cultura de compliance são essenciais para o sucesso da empresa.

“Nos últimos anos pudemos observar, no Brasil e exterior, inúmeros casos que corroboram a afirmação do ex-procurador geral da Justiça Paul McNulty “If you think compliance is expensive, try non-compliance (Em português - Se você acha que compliance é caro, tente não fazer compliance)", afirma Emerson Melo, sócio da KPMG, que ministrará palestra sobre o tema, no dia 26 de novembro, durante a M&T Expo 2018 – 10ª Feira Internacional de Equipamentos para Construção e Mineração.

“A repercussão de casos de corrupção, especialmente os nacionais, que levaram a crises agudas empresas conceituadíssimas (setor público e privado) acelerou ainda mais a necessidade de aprimorar e transformar os modelos de governança e a conduta ética nos negócios e sociedade, impulsionando a evolução na percepção por parte dos executivos, empresários e dos setores sobre a importância da adoção destas práticas no desenvolvimento e na execução e planejamento estratégico da organização”, complementa.

No entanto, segundo Melo, há ainda uma longa jornada para alcançar a excelência nesse segmento.

Isso porque, a pesquisa da consultoria relevou que, em termos de governança, 47% dos executivos não supervisionam nem patrocinam de forma adequada os termos de compliance e 30% afirmam que não é uniforme o conceito de compliance em todo o ecossistema hierárquico da organização.

“O desafio é muito grande ainda, mas há esforços dentro do setor para avançar significativamente, a fim de aperfeiçoar todos os elos do ecossistema da indústria”.