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Shell contrata sonda Brava Star da QGOG

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A Shell acertou o afretamento do navio-sonda Brava Star, da Queiroz Galvão Óleo & Gás, para perfurar quatro poços nos ativos de Sul Gato do Mato, Alto de Cabo Frio Oeste, ambos concedidos nos leilões de partilha e localizados na Bacia de Santos, e BC-10, em Campos. O contrato entre as duas empresas tem prazo de um ano, com início de operação para 2019 e, segundo apurado, a taxa diária ficou abaixo dos US$ 130 mil.

A campanha da Shell prevê a perfuração de um poço exploratório em Sul Gato do Mato, um em Alto de Cabo Frio Oeste e dois poços de estimulação na área do BC-10. O contrato entre as duas empresas foi assinado no final da semana passada.

O plano da petroleira é iniciar a perfuração do poço inaugural da campanha no primeiro trimestre, mas a execução do cronograma dependerá do andamento do processo de licenciamento ambiental. A princípio, o primeiro poço deve ser executado em Sul de Gato do Mato.

A Shell detém 80% de participação na área de Sul do Gato do Mato e divide o ativo com a Total, com 20%. Já em Alto de Cabo Frio Oeste, a composição acionária do consórcio é formada pela Shell (55%); CNOOC Petroleum (20%); QPI Brasil (25%). A empresa já deu entrada no pedido de licenciamento ambiental para perfuração nas duas áreas e a projeção é de que as licenças sejam liberadas entre o fim do ano e o início de 2019.

A proposta da QGOG surpreendeu o mercado e desbancou companhias do porte da Seadrill e outras grandes. O valor apresentado pela empresa brasileira foi considerado baixo, sobretudo diante do fato de a Brava Star ser uma sonda de sexta geração, capacitada para operar em lâmina d'água de até 3 mil m.

Especialistas e executivos consultados pela Brasil Energia Petróleo consideram que com a taxa diária abaixo de US$ 130 mil dificilmente a QGOG terá margem de lucro no contrato. A estratégia por apresentar um preço ainda mais baixo que o praticado no mercado foi impulsionada pelo fato de que a Brava Star ficará ociosa a partir de agosto, quando termina o contrato de afretamento com a Petrobras, em vigor desde 2015. O grupo pernambucano tem outras duas sondas com contratos por vencer até o fim com a petroleira brasileira e já teve outros três contratos que venceram em 2018.

Apesar do valor baixo, o negócio assegura um ganho estratégico importante à QGOG que é ter em carteira um contrato de afretamento com uma IOC. Já a Shell, por sua vez, assegura o afretamento de uma unidade com conteúdo local mais alto.

Essa é a segunda sonda de companhia brasileira afretada pela Shell recentemente. Em fevereiro, a petroleira acertou a contratação da semissubmersível Catarina, da Petroserv, que vem executando uma campanha de intervenção no Parque das Conchas e em Bijupirá-Salema, na Bacia de Campos.



Por Claudia Siqueira