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Explosão na Replan: Justiça dá prazo para Petrobras explicar e garantir segurança

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2ª Vara do Trabalho de Paulínia (SP) determinou que a Petrobras explique sobre as condições de segurança para retomar a produção de derivados de petróleo na Refinaria de Paulínia (Replan), interrompida há uma semana por causa de uma explosão seguida de incêndio. 

Em despacho publicado na sexta-feira (24), a juíza Veranici Aparecida Ferreira dá prazo de 48 horas para manifestação da empresa após questionamentos feitos pelo sindicato da categoria (Sindipetro).

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As causas do incidente são investigadas, mas a entidade defende que o problema pode ter como uma das origens a sobrecarga de trabalho. Ainda na sexta-feira, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) comunicou a interdição da refinaria "Para o retorno das operações a Petrobras deverá encaminhar à Agência documentos e informações que comprovem condições de segurança adequadas, e aguardar comunicado de desinterdição das instalações", diz nota da assessoria.

Planejamento

Em 23 de agosto, a empresa informou que preparava a retomada de 50% da capacidade de produzir derivados de petróleo, por meio de unidades que não foram prejudicadas pela explosão. A data não foi revelada, mas ela garantiu que já havia voltado a entregar produtos às distribuidoras.

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"A Petrobras conta com estoque e produção das demais refinarias para garantir a oferta de combustíveis aos seus clientes. O incêndio atingiu parte de uma das unidades de craqueamento catalítico e uma das unidades de destilação atmosférica, que fazem parte do processo de refino de petróleo", informa nota da da empresa. Durante o período de interrupção da produção, os trabalhadores cumprem expediente e realizam atividades de rotina que independem dela.

O impacto financeiro estimado é mantido em sigilo pela empresa. Já o sindicato da categoria informo que trabalhadores relatam previsão de seis meses para reconstituição das áreas afetadas. "A empresa diz que vai tentar fazer com que as unidades voltem a funcionar até dezembro, o que a maioria dos trabalhadores acredita não ser possível", complementa nota da assessoria.

Fiscalização do MTE

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) confirmou ao Notícias do Trecho que fará uma "blitz" sobre as condições de saúde e segurança na refinaria. A auditora fiscal do trabalho Renata Matsmoto não menciona prazo, porém, explica que a avaliação será conduzida por equipe especializada em refinarias e projetos que envolvem riscos químicos. Entre os objetivos está verificar o cumprimento de normas na planta que ocupa 9,1 km² e responde por aproximadamente 20% do refino de petróleo no país.

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O sindicato da categoria critica a gestão da Petobras e diz que há falta de segurança gerada por uma "política de desmonte" na refinaria com maior capacidade de processamento de petróleo no país. De acordo com a empresa, a produção díaria gira em torno de 415 mil barris de derivados.

A Replan atende aos mercados do interior de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Acre, Sul de Minas Gerais e Triângulo Mineiro, Goiás, Tocantins e Brasília.

O que diz a Petrobras?

Procurada pelo Notícias do Trecho, a Petrobras não se manifestou sobre o despacho da Justiça do Trabalho. Em nota anterior, a empresa alegou que "reforça seu compromisso com a segurança da sua força de trabalho, suas operações e instalações, adotando padrões da indústria mundial de petróleo."