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74 plataformas de petróleo são a esperança da construção naval brasileira


Com alguns projetos de descomissionamentos latentes a partir de 2020, estaleiros brasileiros poderão ter um folego econômico com estas novas atividades.

Devido à atual crise em nossos estaleiros, a indústria de construção naval do Brasil está a procura de novas fontes de negócios para tentar amortizar a falta de atividades pela ausência de contratos. Uma boa alternativa seria o mercado de descomissionamentos de plataformas de petróleo e gás natural, dado o numero de unidades offshore que estão em operação por mais 25 anos no país.

Nos dias atuais, 45% destas unidades já estão em estágios avançados de pesquisa para inciarem seus primeiros descomissionamentos a partir de 2020, ao qual gerará muitas movimentações nos polos navais nestes período. Vale ressaltar que no Brasil, há atualmente 160 plataformas offshore e apenas 55% farão parte do novo plano de negócios da Petrobras até 2022, já que a estatal resolveu construir unidades em países orientais.

A SOBENA (Sociedade Brasileira de Construção Naval) vem estudando sobre o assunto à algum tempo e havia feito o primeiro workshop sobre o tema em 2017.  Ela acabou tomando a frente em duas incursões de companhias brasileiras para descomissionamentos no Mar do Norte e no Golfo do México com sucesso. Agora a SOBENA promove um segundo Workshop no dia 29 de agosto, para preparar empresários e especialistas da construção naval para este novo mercado. Interessados podem fazer suas inscrições no site  www.sobena.org.br.

Há 74 plataformas com mais de 25 anos no Brasil e a Petrobras já detém uma nova geração de unidades offshore que já foram construídas e que está prestes a construir, é natural que estas unidades relativamente antigas sejam substituídas. Os primeiros descomissionamentos previstos são para os campos de Marlim, na Bacia de Campos e para Cação, na Bacia do Espirito Santos. A construção naval brasileira espera ansiosa por este novo ciclo de atividades e injeção econômica.