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Quantas (e quais) são as parcerias estratégicas da Petrobras?

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Galp

A Petrobras e a Galp assinaram em 11 de outubro de 2016 memorando de entendimento com o objetivo de expandir a cooperação entre as duas companhias, consolidando sua aliança estratégica. Estudam potenciais sociedades na exploração, desenvolvimento da produção e infraestrutura de óleo e gás, em regiões de interesse comum em todo o mundo. Esse acordo inclui também um programa conjunto de treinamento e pesquisa com foco em reservatórios carbonáticos em águas profundas.

BP

Em 31 de outubro de 2017, a Petrobras e a BP assinaram uma Carta de Intenções (LOI) para identificar e avaliar juntas oportunidades de negócio em ativos ou empreendimentos no Brasil e no exterior, que incluem cooperação nas áreas de exploração & produção, refino, transporte e comercialização de gás, GNL, trading de petróleo, lubrificantes, combustível de aviação, geração e distribuição de energia, renováveis, tecnologia e iniciativas de baixa emissão de carbono, visando o desenvolvimento de uma potencial aliança estratégica entre as companhias

As empresas participaram juntas da 3a rodada de licitação da ANP para o pré-sal comprando os direitos de exploração e produção para o bloco Alto de Cabo Frio Central, em um consórcio 50%-50%, e para o bloco Peroba, juntamente com a CNODC, subsidiária da CNPC, em um consórcio 40% Petrobras, 40% BP e 20% CNODC.

Statoil

A Petrobras e a estatal norueguesa de petróleo, a Statoil, assinaram em 29 de setembro de 2017, um Acordo Preliminar para a avaliar oportunidades de cooperação alinhadas às suas estratégias empresariais. As duas pretendem trabalhar em parceria com o objetivo de ampliar as reservas de campos maduros em águas profundas, com foco inicial na região do pós-sal da Bacia de Campos.

As duas petroleiras, que já são parceiras em dez blocos em fase de exploração no Brasil, pretendem otimizar o aproveitamento do gás natural, incluindo a área do BM-C-33, no qual a Statoil é a operadora. Assim, o acordo também contempla os princípios gerais para o compartilhamento da infraestrutura de gás da Bacia de Campos.

CNPC

A Petrobras e a chinesa CNPC assinaram em 4 de julho de 2017 um Memorando de Entendimento para iniciar uma parceria estratégica. As empresas se comprometeram a avaliar, conjuntamente, oportunidades no Brasil e no exterior em áreas-chaves de interesse mútuo, beneficiando-se de suas capacidades e experiências em todos os segmentos da cadeia de óleo e gás, incluindo potencial estruturação de financiamento.

A CNPC é sócia da Petrobras no projeto de Libra, primeira área de partilha da produção do país e que teve sua produção iniciada em novembro, e também participou com a BP e a própria Petrobras, do consórcio que comprou no 3o leilão do pre-sal o bloco de Peroba, na Bacia de Santos.

Total

Em 21 de dezembro de 2016, a Petrobras e a Total assinaram um Acordo Geral de Colaboração (Master Agreement), dois meses depois de anunciar um memorando de entendimento para estudarem oportunidades conjuntas. No acordo, a Total fez sua chegada nos projetos de pré-sal do país e se tornou a primeira petroleira privada a operar produção no pré-sal da Bacia de Santos, em uma séria de negócios que demandou investimentos de US$ 2,2 bilhões pela petroleira francesa.

Os contratos fechados foram:

. Cessão de direitos de 22,5% da Petrobras para a Total, na área da concessão denominada Iara (campos de Sururu, Berbigão e Oeste de Atapu, que estão sujeitos a acordos de unitização com a área denominada Entorno de Iara, sob regime de cessão onerosa, na qual a Petrobras detém 100% de participação), no Bloco BM-S-11. A Petrobras continuará como operadora e a deter a maior participação nessa área, com 42,5%.

– Cessão de direitos de 35% da Petrobras para a Total, assim como a operação, na área da concessão do campo de Lapa, no Bloco BM-S-9, ficando a Petrobras com 10%. O campo de Lapa encontra-se em fase de produção, tendo iniciado sua operação em dezembro de 2016.

– Venda de 50% de participação da Petrobras para a Total na Termobahia, incluindo as térmicas Rômulo de Almeida e Celso Furtado, localizadas na Bahia. As duas térmicas estão ligadas ao terminal de regaseificação, localizado em São Francisco do Conde, na Bahia, onde a Total terá acesso à capacidade de regaseificação visando o suprimento de gás para as térmicas.As companhias se comprometeram também a aprofundar suas atividades conjuntas no exterior, tendo a Petrobras a opção de assumir uma participação na área de Perdido Foldbelt, no setor mexicano do Golfo do México.