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Plataformas para o pré-sal: Brasil x China

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Das nove plataformas próprias contratadas para o pré-sal, somente duas foram todas feitas no Brasil
Obras iniciadas no Brasil, mas concluídas na China. A trajetória da construção da P-67, que chegou à Baía de Guanabara recentemente, se repetiu com a maior parte das plataformas próprias contratadas pela Petrobras entre 2010 e 2013 com fabricantes de módulos e integradores nacionais.
Das nove unidades contratadas no país – já se desconsiderando os FPSOs P-71, P-72 e P-73, que foram excluídas do plano de negócios da Petrobras –, somente a P-74 e a P-76 foram totalmente executadas no Brasil. A primeira foi entregue no início deste ano pelo EBR, no Rio Grande do Sul, e a segunda está sendo concluída pela Techint, no Paraná.
A integração de parte dos módulos das plataformas P-67 e P-70 foi originalmente encomendada ao consórcio Integra (OSX-Mendes Jr.), por US$ 900 milhões. As obras chegaram a ser iniciadas no país, mas foram transferidas, em 2015, para o Estaleiro Cosco, na China.
Naquele mesmo ano, os consórcios Iesa O&G/Andrade Gutierrez e QGI (Iesa O&G, Queiroz Galvão e Camargo Corrêa) transferiram obras dos módulos das cinco unidades replicantes (P-66 à P-70) e da cessão onerosa (P-75 e P-77) para os estaleiros BJC Heavy Industries e Cosco, respectivamente.
Dentre os fabricantes de módulos, somente os consórcios MGT (DM/TKK) e Tomé-Ferrostaal conseguiram concluir as obras inteiramente no país, em seus canteiros em Santa Catarina e Alagoas, respectivamente.
O Estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis (RJ), realizou, como previsto, a integração da P-66, que hoje produz no campo de Lula, e conclui, no momento, as obras da P-69. Já o Jurong Aracruz está executando a integração da P-68 no município de Aracruz, no Espírito Santo.
Cascos
A Engevix fechou, em 2010, contrato de US$ 3,5 bilhões com a Petrobras para construir os cascos das FPSOs replicantes, mas somente três deles – da P-66, P-67 e P-68 – foram integralmente fabricados no Brasil.
Os cascos das quatro unidades da cessão onerosa tiveram sua conversão encomendada ao grupo Enseada Indústria Naval (Odebrecht, OAS e UTC Engenharia). No entanto, as obras da P-75 e P-77 foram transferidas para o Cosco, enquanto os cascos da P-74 e P-76 foram concluídos pelo EBR e Techint, respectivamente.

Por João Montenegro