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Petrobras vai manter parada programada da plataforma de Mexilhão

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A Petrobras decidiu que vai manter a parada programada da plataforma de Mexilhão, iniciada na semana passada, apesar de o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, ter solicitado o seu adiamento junto ao presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, em reunião realizada no início da noite da última segunda-feira.

Na última segunda-feira, antes da reunião com o presidente da Petrobras, o Ministro Moreira Franco afirmou que iria solicitar à estatal se seria possível adiar a parada da plataforma, considerando o atual período de estiagem com os reservatórios das usinas hidrelétricas baixos.

- É um apelo em benefício da sociedade inteira., ver se é possível , ao invés de fazer agora que é um momento crítico em que há uma falta de chuvas em muitos lugares, é que se faça isso depois - destacou Moreira Franco, antes da reunião com Ivan Monteiro.

Em nota, a Petrobras informou que vai apresentar ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) os detalhes sobre o planejamento da parada técnica da plataforma, em reunião prevista para esta quarta-feira. O objetivo da reunião, segundo a Petrobras, é esclarecer dúvidas dos integrantes do CMSE sobre os impactos da parada da plataforma no setor elétrico.

Mexilhão fica na Bacia de Santos e estava produzindo cerca de 15 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural. A companhia explicou que a parada da plataforma de Mexilhão vai envolver investimentos da ordem de R$ 1 bilhão e mobiliza atualmente mais de 500 pessoas. Uma das razões para a parada para manutenção da unidade visa atender a exigências legais de segurança do Ministério do Trabalho (NR-13), além de realizar serviços para adaptar as instalações para o escoamento da crescente produção de gás natural no pré-sal da Bacia de Santos. O planejamento dessa parada foi iniciada em 2014.

De acordo com a Petrobras, para compensar a parada em Mexilhão, a estatal vai aumentar a oferta nacional de gás natural por meio da importação de gás natural liquefeito (GNL). Segundo a Petrobras, a parada também para manutenção de várias termelétricas foi feita em coordenação com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). "A avaliação da Petrobras é a de que as medidas garantem a oferta de gás natural durante os 45 dias em que duram as obras, uma vez que a produção concentrada em Mexilhão responde por menos de 10% da oferta no mercado nacional', disse a estatal em nota.