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Petrobras avança com três vendas de ativos

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A Petrobras avançou com seu programa de desinvestimentos ao longo dos últimos dias. Três negociações passaram para novas fases e uma operação foi concluída desde a semana passada.

A expectativa é que, até o fim do ano, a companhia acelere o ritmo dos negócios. A estatal tem a meta de anunciar US$ 21 bilhões em vendas de ativos no biênio 2017-2018, mas cumpriu, até o momento, um quinto dos desinvestimentos previstos. O programa de venda de ativos é um dos pilares do plano de negócios da Petrobras, dentro da estratégia de reduzir seus níveis de endividamento.

Desde que Ivan Monteiro assumiu a presidência da petroleira, neste mês, a empresa avançou com três negócios em curso: iniciou a fase vinculante da venda do pacote de campos terrestres do Ceará, Rio Grande do Norte e Sergipe; deu início à fase não vinculante da venda de 50% do campo de Tartaruga Verde e do Módulo III do campo de Espadarte, em águas profundas na Bacia de Campos; e do desinvestimento do campo de Baúna, em águas rasas na Bacia de Santos.

Na sexta-feira, a petroleira concluiu também a venda de 25% do campo de Roncador (Bacia de Campos) para a Equinor (ex-Statoil). A operação rendeu a entrada de US$ 2 bilhões no seu caixa.

Também na sexta-feira, houve novidades na venda da petroquímica Braskem, com o anúncio de que a Odebrecht iniciou as tratativas para negociação de sua fatia de 38% na companhia para a holandesa LyondellBasell. A Petrobras divide o controle da Braskem, com uma fatia pouco superior a 36%. A petroleira tem direito, estabelecido por acordo de acionistas, de preferência e “tag along” (ou venda conjunta).

O avanço das negociações durante os últimos dias confirma a expectativa do mercado, já que Ivan Monteiro conhece bem todo o processo e vinha conduzindo os desinvestimentos na diretoria financeira da estatal. Pouco antes de renunciar à presidência da companhia, Pedro Parente vinha sinalizando que haveria uma aceleração das negociações nos próximos meses.

A Petrobras possui, hoje, 17 pacotes de ativos à venda, em diferentes fases. Os negócios em fases mais embrionárias são os de venda dos polos de refinarias do Nordeste e Sul e dos campos em águas profundas de Sergipe.

Entre os negócios mais avançados, em fase vinculante, estão dez pacotes: a refinaria de Pasadena (nos Estados Unidos); o pacote de campos de águas rasas do Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe; o conjunto de campos terrestres da Bahia e Rio Grande do Norte; os ativos de exploração e produção na África; os campos de Piranema e Piranema Sul (Sergipe); a Transportadora Associada de Gás (TAG); o pacote de venda das fábricas de fertilizantes de Araucária (PR) e Três Lagoas (MS); o campo de Maromba (Bacia de Campos); os ativos de distribuição de combustíveis do Paraguai; e o pacote de campos terrestres do Ceará, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Em fase não vinculante de negociações estão outros quatro pacotes: a venda de 50% do campo de Tartaruga Verde e do Módulo III do campo de Espadarte; o campo de Baúna; a BSBios; e o conjunto de campos de águas rasas do Ceará e Nordeste.