WHAT'S NEW?
Loading...

Entenda o porquê de o pré-sal ser tão cobiçado pelas petrolíferas

Resultado de imagem para petrolíferas noticias trecho

As previsões para um bom resultado da 4ª rodada de leilões que a Agência Nacional do Petróleo (ANP), realizado nesta última quinta-feira (7) no Rio, se explicam pela avaliação de geólogos e especialistas de que o pré-sal é uma das áreas mais cobiçadas por petrolíferas no mundo atualmente. A expectativa é de que as áreas leiloadas tenham, pelo menos, cinco bilhões de barris de óleo recuperável.

Carlos Maurício Ribeiro, do Vieira Rezende Advogados, destaca que as gigantes petrolíferas enxergam o pré-sal como sendo a área de exploração marítima mais atrativa no mundo. Além disso, a geopolítica internacional indica que os preços do petróleo deverão continuar acima de US$ 70 o barril.

Alexandre Calmon, da Tauil & Chequer Advogados, completa que quem vem investir no Brasil na exploração e produção de petróleo não está olhando o curto prazo nem se preocupa coma a questão dos preços dos combustíveis:

— A percepção que se tem do Brasil para investimentos é que o país é muito atrativo para exploração e produção de petróleo. Não há outra área no mundo tão atrativa quanto o pré-sal brasileiro.

Por ser um leilão em regime de partilha, a disputa para arrematar os blocos é decidida por quem oferecer à União o maior percentual de óleo/lucro, que é a parcela do lucro após a amortização de todos os investimentos e custos do projeto.

Segundo o geólogo Pedro Zalán, da ZG Consulting in Petroleum Exploration, dos quatro blocos oferecidos, o mais cobiçado é o Uirapur.

Este bloco, segundo Zalán, tem um potencial de petróleo recuperável que varia entre dois bilhões a três bilhões de barris, considerando um fator de recuperação - quanto que é possível retirar do petróleo existente no subsolo com as tecnologias disponíveis — da ordem de 30%:

— As quatro estruturas são excelentes, com perspectivas ótimas de conter volumes de óleo recuperável muito bons. É o caso do bloco de Uirapuru, que está a norte do Carcará, no qual a Statoil está apostando todas as fichas.