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Demanda por bens industriais cresce em abril, segundo mês seguido de alta


O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais, divulgado nesta última terça-feira (19) apontou alta de 1,2% em abril, na comparação com março. Houve, portanto, uma repetição do desempenho obtido em março, após a queda de 2,3% em fevereiro, na série com ajuste sazonal. Ainda assim, no trimestre encerrado em abril, o Indicador Ipea ficou negativo em 1,4%.

“Em relação ao trimestre terminado em janeiro, nós partimos de uma base de comparação elevada, em função do ótimo resultado de dezembro de 2017 (2%). Além disso, a forte queda em fevereiro também contribuiu negativamente. Desse modo, as altas nos meses de março e abril não foram suficientes para salvar a média do trimestre”, explica Leonardo Mello de Carvalho, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea e autor do estudo.

Os dois componentes do consumo aparente apresentaram resultado positivo em abril: a produção doméstica líquida de exportações, com 1,3%, e as importações de bens industriais, com 2,6%. Na análise das grandes categorias econômicas, os destaques foram os segmentos bens de capital e bens intermediários, com altas de 2,9% e 0,5%, respectivamente. Os demais segmentos tiveram recuos no mês – bens de consumo (1,6%), bens duráveis (0,2%) e semi e não-duráveis (1,7%). Em relação a abril de 2017, todos os segmentos avançaram.

Ao se avaliar as classes da indústria, embora a extrativa-mineral tenha sofrido recuo de 5% em abril, a demanda por bens da indústria de transformação avançou 1,4%. “Como a indústria de transformação tem um peso muito maior no total da indústria – algo em torno de 85% –, o seu crescimento mais que compensou a queda da extrativa-mineral”, afirma Leonardo de Carvalho.

Verificou-se crescimento em 12 segmentos da indústria de transformação, de um total de 22. Os que mais contribuíram para o bom desempenho foram “outros equipamentos de transporte”, com alta de 12,2%, e “alimentos”, com expansão de 11,1%. O principal destaque negativo em abril foi o segmento “metalurgia”, que registrou queda de 4,1%.