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Com ágio de 200%, leilão do pré-sal vai gerar R$ 40 bilhões em arrecadação

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 A quarta rodada de leilões de blocos do pré-sal terminou com três áreas arrematadas, de um total de quatro ofertadas. Apesar da falta de interesse por Itaimbezinho, o menos atraente dos blocos, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) avaliou positivamente o resultado do certame, destacando um ágio de 202% em relação ao percentual de repasse mínimo de óleo-lucro previsto no edital. Segundo o diretor-geral da autarquia, Décio Oddone, isso significa um aumento de R$ 40 bilhões em arrecadação para o governo ao longo dos contratos das áreas do pré-sal, que têm duração média de 30 anos.

O maior ágio foi oferecido pelo bloco de Uirapuru, pelo qual o consórcio vencedor ofereceu mais de 75% de óleo-lucro à União. Com o resultado total, segundo Oddone, 90% da receita líquida do pré-sal brasileiro serão repassados aos cofres públicos.

— O Brasil vai estar trabalhando com uma participação governamental no lucro do projeto da ordem de 90%. Isso não se vê nem no Oriente Médio — observou o diretor-geral, que informou que a agência trabalha normalmente com uma meta de 75% de repasse à União.

Os representantes da autarquia também comemoraram o grau de competitividade do leilão. Pela primeira vez, a Petrobras precisou escolher se participaria ou não de um bloco pelo qual pediu direito de preferência. Pelas regras das rodadas de partilha, a estatal brasileira pode pedir a preferência e, caso outra empresa ou grupo ofereça um percentual maior de óleo-lucro, precisa optar se entra ou não no consórcio vencedor.

Isso ocorreu duas vezes no leilão desta quinta-feira. No bloco mais disputado, Uirapuru, a petroleira brasileira estava em um consórcio que ofereceu percentual levemente menor que o vencedor. No bloco de Três Marias, a decisão foi mais difícil: a Petrobras havia oferecido 18% de repasse, pouco menos que o dobro do mínimo previsto, mas acabou sendo forçada a entrar no consórcio vencedor, formado por Chevron e Shell, que prometeram 49,95%.

— Isso é extremamente positivo. Primeira vez que tivemos isso. A competição forçou a Petrobras a aumentar a oferta que ela tinha feito. Para nós, é muito bem-vinda, porque mostra atratividade de nossos ativos e o valor da competição. A competição aumentou a arrecadação — destacou Oddone.

A quarta rodada contou com a participação de 16 empresas. De todas as inscritas, 11 apresentaram ofertas por pelo menos uma das áreas. Cinco companhias não apresentaram oferta alguma, inclusive duas novatas nas rodadas brasileiras, a Petronas, da Malásia, e a DEA Deutsche Erdoel, da Alemanha.