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Obra de consórcio quer acelerar exploração de petróleo em Portugal

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Depois de receber o sinal verde do governo português, apesar de todos os protestos de ambientalistas e de várias cidades do entorno da Bacia do Alentejo, o consórcio Eni/Galp faz a sua parte e divulga números promissores da riqueza petrolífera sob águas portuguesas.

O consórcio diz que a prospecção ao largo de Aljezur revela a existência de petróleo comercialmente utilizável é de 20%. Nas contas do consórcio é uma hipótese que tem por base o histórico de outros projetos offshore.

A indústria do petróleo parte de um princípio que sempre uma grande incerteza quanto à presença deste tipo de recursos na crosta terrestre e, apesar do grande avanço da tecnologia, as empresas que estão dispostas a investir na abertura de um furo sabem perfeitamente que a probabilidade de não encontrar nada é grande e é sempre maior do que a de encontrar. Pelo empenho que a Galp e a ENI estão fazendo, mesmo diante do desgaste da imagem das duas empresas sabem que há uma probabilidade elevadíssima de se encontrar óleo de boa qualidade. Acreditam que possa haver entre 1 bilhão e 1,5 bilhão de barris. A quantidade é equivalente ao atual consumo em Portugal durante um período de 10 a 15 anos.

Em 2007, a portuguesa Galp obteve a licença de exploração na bacia alentejana em conjunto com a Petrobrás. Em 2014, a italiana Eni comprou a parte da Petrobrás. A Eni é a operadora do consórcio, detendo 70%, com a Galp a deter os restantes 30%.

A razão para a prospecção de hidrocarbonetos na costa portuguesa prende-se com o perfil geológico desta zona do globo. Com formações geológicas parecidas e origens que remontam à mesma época, é razoável pensar que o hidrocarboneto que se encontre aqui seja parecido com o que se encontrou no Golfo do México.

No passado, estas zonas estiveram juntas. Inicialmente, há 250 milhões de anos, quando  todos os continentes estavam juntos. A separação começou há 150 milhões de anos e a geografia atual dos continentes  data de  40 milhões de anos.