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Estaleiro da Camargo Corrêa e Queiroz Galvão aumenta prejuízo em 2017

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O Estaleiro Atlântico Sul (EAS), empreendimento dos grupos Camargo Corrêa e Queiroz Galvão em Ipojuca (PE), registrou prejuízo de R$ 466,11 milhões no ano passado, mais de sete vezes a perda do ano anterior. Correndo o risco de fechar a portas em 2019, o EAS já acumula prejuízo de R$ 1,38 bilhão desde sua criação em 2008.

A perda do ano passado ocorreu apesar de um aumento de 37% na receita líquida, que somou R$ 918,2 milhões, pois houve reconhecimento de uma perda de R$ 395 milhões relativa à redução do valor recuperável do ativo.

A companhia, que emprega diretamente 2.800 pessoas, pode encerrar atividades em breve, por falta de encomendas, e já discute a possibilidade de dispensar temporariamente parte dos seus funcionários.

O EAS depende de concessão de empréstimo do BNDES para Satco, sua potencial cliente na compra de cinco embarcações. Ao mesmo tempo, a empresa aguarda o anúncio de que a Petrobras vai contratar novas embarcações, mas precisa que haja especificações de regras de conteúdo do local para poder competir com empresas estrangeiras.

Segundo os auditores independentes, as obrigações da companhia estão sendo arcadas via transações com partes relacionadas, em "montantes significativos", e por empréstimos. Há uma incerteza relevante quanto a continuidade operacional do negócio, destacaram os auditores.

Este ano, os acionistas integralizaram R$ 90 milhões ao capital da companhia. De um ano para o outro, o patrimônio líquido da empresa caiu pela metade, para R$ 456,3 milhões. A empresa tem dívida total de R$ 1,8 bilhão e pouco mais de R$ 100 mil em caixa.