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Privatizações das refinarias RLAM, REFAP, RNEST e REPAR pode se transformar em uma greve geral nacional

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A privatização das refinarias do nordeste e do sul tem sido alvo de protestos e mobilizações no Brasil que podem se transformar em uma greve geral nacional, que pode ser aprovada em maio.

Em vídeo gravado após a reunião, o petroleiro Deyvid Bacelar, direito do Sindipetro Bahia e da Federação Única dos Petroleiros (FUP), assegurou que os petroleiros vão resistir.

Segundo ele, a refinaria Landulpho (RLAM), a primeira refinaria nacional de petróleo, foi e é indutora do desenvolvimento na Bahia e no nordeste. “É a maior empresa do norte nordeste do país”. “Nós não vamos aceitar isso de cabeça baixa. Já estamos fazendo as nossas setoriais em todo o Brasil e na Bahia não é diferente”, declarou. Para Bacelar, o país e os trabalhadores estão pagando a conta do golpe contra a democracia.

No dia seguinte ao anúncio da privatização das refinarias, os petroleiros iniciaram os protestos e mobilizações. Entre as empresas paralisação as refinarias Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar-PR), Refinaria Alberto Pascoalinie (Refap-RS), Abreu e Lima (PE) e a Rlam, na Bahia. De acordo com Mário Dal Zot, presidente do Sindipetro PR/SC e petroleiro da Repar. a concretização da greve geral será o maior desafio da atual geração de petroleiros.

“Os atos de hoje foram apenas o começo da guerra que temos pela frente contra Pedro Parente e os demais golpistas da direção da empresa e governo federal. As reuniões setoriais estão debatendo as formas de ação contra a privatização e logo em seguida serão convocadas assembleias para deflagrar uma grande greve por tempo indeterminado”, enfatizou Mário.

De acordo com o diretor da FUP, Fernando Maia, o momento é de construir uma greve maior que a de 1995 para barrar a privatização da Petrobras. Naquela ocasião sob o governo Fernando Henrique Cardoso, mais de 90% dos petroleiros cruzaram os braços nas refinarias, nas plataformas, nos terminais de distribuição e nas unidades administrativas da Petrobrás. O objetivo era protestar sem preservando os serviços à população. O sindicalista lembrou que foram mais de dez anos para reverter a privatização de FHC, portanto, os petroleiros não podem permitir que a história se repita.

No final de abril até 12 de maio serão realizadas assembleias em todo o país para decidir sobre a orientação da FUP, que sinalizou para a deflagração da greve nacional. Ainda não há data indicativa.