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Em evento no Rio, ANP defende mercado de refino aberto e competitivo


O diretor-geral da ANP, Décio Oddone, afirmou que o Brasil precisa reduzir a dependência da importação de derivados de petróleo, que em 2017 foi superior a 500 mil barris/dia. A declaração foi feita durante apresentação no Seminário “Reposicionamento da Petrobras no Refino”, realizado na FGV, no Rio de Janeiro.

Segundo ele, esse objetivo só será alcançado com um mercado aberto e competitivo no Refino. "O Brasil é grande demais para que uma única empresa seja responsável pelo abastecimento. Defendemos que exista um mercado aberto, diversificado e competitivo. A entrada de outros agentes permitirá que a precificação dos derivados seja definida pela competição, beneficiando o consumidor e reduzindo os riscos de interferência ou da adoção de práticas anticoncorrenciais.”

Para Oddone, o plano de parcerias da Petrobras pode ser o catalisador do processo de aceleração da abertura e transformação desse mercado. "O nosso país tem todas as condições de atrair investimentos. Somos o terceiro maior mercado consumidor de combustíveis de transporte no mundo, temos estabilidade regulatória e demanda crescente. O refino é uma atividade que impulsiona a economia", avaliou, completando que a tendência é a atração de investimentos para a conclusão dos projetos interrompidos e na construção de pequenas refinarias, com investimentos na casa dos US$ 200 milhões ou 300 milhões.

O diretor-geral acrescentou ainda que a ANP estuda a unificação do marco regulatório de toda a produção de combustíveis.

O diretor da ANP Aurélio Amaral também participou do evento, bem como representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), do Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP) e de outras entidades do setor.