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É ‘vital’ conter a dívida brasileira, diz FMI

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Num mundo superendividado, o Brasil se destaca por uma dívida pública muito maior que a dos outros grandes emergentes – um importante fator de risco, na avaliação de especialistas do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para tornar o País menos vulnerável a choques externos, é “crucial” apressar a arrumação das contas públicas e frear o endividamento, segundo o diretor do Departamento de Assuntos Fiscais do Fundo, Vitor Gaspar.

O perigo de turbulências no mercado financeiro tem crescido com a política de juros baixos e crédito fácil, num ambiente propício a operações de risco e à valorização excessiva de ativos. A lembrança do estouro da bolha financeira há dez anos, começo da última grande crise, tem justificado as advertências de economistas e dirigentes de entidades financeiras e econômicas multilaterais.

Qualquer choque um pouco mais forte pode ser desastroso num ambiente de enorme endividamento, segundo têm alertado analistas do FMI e de outras instituições. A soma das dívidas pública e privada atingiu US$ 164 trilhões em 2016, valor correspondente a 225% do produto global. A dívida pública total chegou a 83,1% do produto naquele ano e em seguida recuou ligeiramente, passando a 82,4% em 2017 e 82,1% em 2018.

Nas economias avançadas o endividamento alcançou 105% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado, o nível mais alto desde a Segunda Guerra Mundial. A proporção deve ficar em 103% neste ano e declinar lentamente até 100,4% em 2023, pelas contas do FMI. Mas o cenário se complica nos Estados Unidos, a potência econômica número um, com a política fiscal expansionista do presidente Donald Trump. A dívida pública americana está projetada para 108% do PIB neste ano e 116,9% em 2023.

Emergentes

A situação dos emergentes parece bem mais administrável que a do mundo rico, mas a diferença é explicável, em parte, pelo menor acesso a financiamentos. Nas economias emergentes e de renda média dívida bruta do governo geral chegou a 49% do PIB no ano passado, deve subir para 51,2% em 2018 e alcançar 57,6% em 2023. No Brasil o comprometimento das finanças públicas é muito maior. Estava em 84% do PIB em 2017, é estimado em 87,3% neste ano e continuará avançando, segundo estimam economistas do FMI, até 96,3% em 2023.

Nas economias avançadas o endividamento alcançou 105% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado, o nível mais alto desde a Segunda Guerra Mundial. A proporção deve ficar em 103% neste ano e declinar lentamente até 100,4% em 2023, pelas contas do FMI. Mas o cenário se complica nos Estados Unidos, a potência econômica número um, com a política fiscal expansionista do presidente Donald Trump. A dívida pública americana está projetada para 108% do PIB neste ano e 116,9% em 2023.