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Brasil tem quase 1/4 das sondas e plataformas paradas


Aproximadamente um quarto das 193 sondas e plataformas em águas brasileiras estão fora de operação, de acordo com dados da Marinha.

As plataformas fixas lideram a lista: são 23 unidades paradas nas bacias de Sergipe (15), Potiguar (6), Espírito Santo (1) e Ceará (1). Estão incluídas nesse grupo as plataformas PCA-1, PCA-2 e PCA-3, no campo de Cação, cujo descomissionamento é avaliado pelo Ibama.

Todas as oito plataformas autoeleváveis existentes no país estão atracadas nos estaleiros São Roque do Paraguaçu e na Base Naval de Aratu, na Bahia. Entre elas estão a P-59 e a P-60, que foram vendidas pela Petrobras para o grupo Rowan.

No grupo de plataformas inativas há ainda os FPSOs Dynamic Producer, P-63 e P-34, além das semissubmersíveis P-7, P-12 e P-17, da Petrobras.

Sondas

Nove das 34 sondas de perfuração no Brasil estão hoje fora de atividade. O caso é mais grave entre as semissubmersíveis, com sete das 19 unidades paradas, ao passo que apenas dois dos 14 navios-sonda estão descontratados.

Entre essas unidades estão a Alpha Star, Gold Star e Lone Star, da Queiroz Galvão Óleo e Gás (QGOG), que tiveram seus contratos encerrados com a Petrobras.

Hoje, a companhia opera quatro sondas para a petroleira: Atlantic Star, Amaralina Star, Brava Star e Laguna Star, que passa por recertificação de classe na Baía de Guanabara.

Todas têm, no entanto, contratos com previsão de término no segundo semestre do ano. Caso não sejam renovados, a QGOG ficará sem sondas afretadas no país.

Perspectivas

Sem comentar se há negociações em curso para renovação dos contratos de suas sondas com a Petrobras, a QGOG declarou à Brasil Energia Petróleo que vê sinais de forte recuperação do mercado brasileiro após os últimos leilões da ANP.

“Apesar de estarmos credenciados a operar para qualquer operador no mundo, tomamos a decisão estratégica de manter nossos ativos próximos ao maior mercado de flutuantes”, disse a companhia via assessoria de imprensa.

A Petrobras tem hoje 26 sondas em carteira, sendo que 14 contratos estão por vencer em 2018. A expectativa é que a frota da companhia chegue ao fim  do ano com cerca de 20 unidades.




Por João Montenegro