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Petrobras começa a contratação e renovação de sondas

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A Petrobras abriu a temporada de contratação de novas sondas de perfuração para substituir parte dos contratos de afretamento que vencerão ao longo de 2018. A primeira iniciativa foi lançada em fevereiro com a liberação de um edital para duas unidades de perfuração ancoradas, uma para 500 m e outra para 2,2 mil m.

O próximo passo promete ser uma nova licitação para as campanhas de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, que movimentarão pelo menos duas novas sondas.

Ainda que não se saiba a real demanda da Petrobras por sondas para os próximos anos, as empresas de perfuração estão com a atenção voltada às iniciativas da petroleira. Nada menos que 14 contratos vencem ao longo dos próximos dez meses, dos quais um está sub judice.

Ao todo, a petroleira tem em carteira 23 sondas operando no Brasil, além de uma no exterior e três sub judice. Ainda que opte por repor apenas metade dos contratos, ou seja, algo entre sete e oito unidades, o volume de contratação já será expressivo, tendo em vista a falta de novos negócios no setor e a grande disponibilidade de equipamentos sem contrato.

Entre as empresas de perfuração, a avaliação é de que a Petrobras continuará enxugando sua frota, optando por não substituir todos os contratos. A aposta é de que a carteira seja reduzida de 23 para 15 ou no máximo 18 unidades.

Às vésperas da adoção do novo modelo de contratação regido pela Lei das Estatais (13.303/2016), a tendência é de que a Petrobras opte por correr contra o tempo para liberar o maior número de editais antes de junho, quando as novas regras já estarão em vigor. A estratégia vem sendo adotada na contratação dos FPSOs e a aposta é que se repita também no segmento das sondas − de forma oficial, a companhia vem reiteradamente afirmando que não está querendo se antecipar ao novo modelo de compras no caso dos FPSOs.

A licitação das sondas ancoradas era aguardada pelo mercado para dezembro. O atraso só fez aumentar a expectativa das empresas em relação à estratégia a ser adotada pela Petrobras em relação aos demais contratos por vencer.

Abandono à vista

As duas sondas ancoradas irão atuar em campanhas de abandono e work-over e terão de estar disponíveis para operação em 2019. O prazo de entrega das propostas foi marcado para 5 de abril, mas a indústria acredita em um adiamento.

As unidades serão afretadas por dois anos, com possibilidade de extensão por mais dois. O novo prazo, menor que os anteriores, deve balizar os próximos afretamentos.
O edital de licitação das sondas ancoradas foi publicado logo após o carnaval, no dia 14 de fevereiro.

Barrados no processo

Ao contrário das licitações anteriores, a Petrobras foi mais severa na licitação das unidades ancoradas. Aparentemente, a linha de corte excluiu companhias com grau de risco de integridade (GRI) alto e com acidentes fatais não só no Brasil, como também no exterior.
A medida tirou do páreo empresas tradicionais como Ensco, Transocean e Petroserv. Entre as convidadas estão Seadrill, Ocean Rig Diamond, Rowan e Maersk.

No mercado, a percepção é de que a Queiroz Galvão leva vantagem. A empresa tem uma sonda ancorada com contrato por vencer em breve, a Atlantic Star, e é a única capaz de ofertar uma unidade já disponível no Brasil, sem taxas de mobilização.

Não há confirmação sobre se a Petrobras manterá regras mais rígidas para seleção das empresas a serem convidadas para as próximas licitações. Se for mantido o critério, a petroleira terá reduzida a disponibilidade de sondas, sobretudo para águas profundas.

A contratação de duas novas sondas para Libra visa substituir os contratos da West Carina e West Tellus, da Seadrill, que vencerão em junho de 2018 e junho de 2019, respectivamente. A depender dos preços, a Petrobras pode optar por contratar mais unidades com dedicação exclusiva ao ativo.

As unidades irão perfurar os poços de desenvolvimento das fases 1 e 2 de Mero, programados para entrar em operação, em 2021 e 2022, respectivamente.

Por vencer

Entre as unidades de perfuração com contratos com a Petrobras por vencer em 2018 estão seis unidades da Queiroz Galvão Óleo & Gás, duas da Seadrill, duas da Ocean Rig, uma da Transocean, uma da Ensco, uma da Ocyan e uma da Diamond Offshore. Somente neste mês de março, expiram os contratos de três unidades, a Gold Star e a Lone Star, ambas da QGOG, e a Ocean Rig Mykonos, da Ocean Rig.

Além dessas seis, outras três terão contrato vencendo ainda no primeiro semestre. A lista contempla a Ensco 601, a Ocean Rig Corcovado e a West Carina.

No segundo semestre, sete contratos chegarão ao fim, além de outro sub judice. A leva ameaça um contrato da Ocyan, quatro da QGOG, um da Seadrill e um da Transocean.

Se não conseguirem fechar novos afretamentos com a Petrobras, Transocean, Ocean Rig e QGOG deixarão de ter sondas operando para a petroleira no Brasil.






Por Claudia Siqueira