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Petroleiros que recusaram acordo coletivo da Petrobras e convocam novas assembleias

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Após rejeitar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Petrobras referente a 2017/2018, quatro sindicatos filiados à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) vão realizar novas assembleias até o dia 16 para reavaliar a posição adotada em assembleias anteriores.

De acordo com o diretor da FNP Adaedson Costa, depois que a Federação Única dos Petroleiros (FUP) assinou o acordo, a federação deverá orientar os petroleiros a aceitarem o ajuste proposto pela estatal.

“Não somos a favor desse acordo, mas não temos saída, 14 sindicatos já assinaram e não podemos ficar expostos, não com essa reforma trabalhista”, avaliou Costa. “Não vejo mais chance de avançar”, completou. A FNP reúne 40% dos petroleiros, ou cerca de 24 mil trabalhadores, informou o sindicalista.

Segundo a Petrobras, até o momento, 13 sindicatos assinaram o acordo: São Paulo, Norte Fluminense, Caxias, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco/Paraíba, Bahia, Amazonas, Rio Grande do Norte, Ceará/Piauí e Paraná/Santa Catarina, todos filiados à FUP, e São José dos Campos, filiado à FNP.

Faltam quatro sindicatos, todos filiados à FNP: Sindipetros do Rio de Janeiro, Litoral Paulista, Alagoas/Sergipe e Pará/Amazonas/Maranhão/Amapá, que realizam suas assembleias até o dia 16 de janeiro.

A Petrobras ofereceu no ACT 2017/2018 reposição da inflação com reajuste de 1,73% retroativa a setembro de 2017. Segundo a estatal, a proposta garante que as cláusulas sociais do acordo coletivo de trabalho tenham vigência de dois anos e assegura o reajuste econômico de 2018 pelo IPCA acumulado do período de 01/09/2017 a 31/08/2018 em todos os itens econômicos do ACT (remuneração, benefícios, tabela do plano de saúde etc.).