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Protestos em favor de retomada das obras mobiliza municípios, sindicatos e instituições

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Um dia de protestos para chamar a atenção da situação econômica da Eletronuclear e as consequências para a sociedade que isso traz. Empregados da empresa, representantes sindicais e políticos participaram, do seminário “Energia não é mercadoria: Energia nuclear é desenvolvimento”, que foi realizado em Praia Brava, Angra dos Reis. Dois dos principais objetivos do evento foram defender a retomada da construção de Angra 3 e a não privatização da Eletrobrás. O seminário foi organizado por sindicatos ligados aos trabalhadores da companhia. Também foram discutidas outras questões relevantes para a Eletronuclear.

Desde setembro, por exemplo, a empresa tem sido obrigada a pagar ao BNDES juros do empréstimo feito para construção de Angra 3. O pagamento mensal de R$ 30 milhões da estatal ao banco representa, de acordo com o presidente interino da companhia, Leonam dos Santos Guimarães, quase 12% da receita bruta que a Eletronuclear obtém com a venda da eletricidade produzida por Angra 1 e 2.

Leonam participou do seminário e ressaltou a importância desse encontro diante do cenário econômico delicado que a empresa enfrenta. Ele disse que “Este é um momento de compreensão da dificuldade em que passamos, nós dirigentes da empresa, empregados, entidades sindicais, prefeitos da região, deputados e senadores precisamos nos unir para buscar uma solução, não há espaço para dissensões”. Durante o seminário, foram realizadas três palestras sobre o setor elétrico brasileiro. A presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben), Olga Simbalista, foi uma das palestrantes e alertou sobre o futuro ameaçador do setor nuclear no país:  “Hoje, a Eletronuclear tem dificuldade até mesmo para pagar seus fornecedores. Como as Indústrias Nucleares do Brasil (INB) que é a empresa responsável pelo fornecimento do combustível nuclear às usinas”.


Os participantes fizeram um ato na rodoviária de Itaorna para chamar a atenção dos empregados que não puderam comparecer ao seminário sobre todas essas questões que interferem no futuro da empresa. Na ocasião, eles deram sua opinião sobre a atual situação da Eletronuclear, e um sentimento comum a todos era do desejo de dias melhores para o setor nuclear brasileiro.  Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica nos Municípios de Parati e Angra dos Reis (Stiepar), Dalberto dos Anjos, os empregados precisam estar cientes sobre as necessidades da empresa: “É o momento de sensibilização dos trabalhadores e dos políticos para que nos apoiem nesse esforço para a recuperação da Eletronuclear”.