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Ex-presidente da Petrobras, Aldemir Bendine decide romper o silêncio e falará a Moro

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O ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, Aldemir Bendine, decidiu romper o silêncio e será ouvido pelo juiz Sergio Moro no próximo dia 16 de janeiro. Delatado por Marcelo Odebrecht, que informou ter feito pagamentos de U$ 3 milhões a ele por meio do publicitário André Gustavo Vieira, Bendine havia ficado em silêncio durante seu interrogatório. Agora a defesa afirmou que ele está disposto a falar e Moro marcou nova audiência para o dia 16 de janeiro.

Segundo o empresário Marcelo Odebrecht, André Gustavo fez o pedido de propina por meio de um dos executivos da Odebrecht, Fernando Reis. A vantagem indevida estava atrelada à renegociação de um empréstimo no Banco do Brasil. Inicialmente, Marcelo decidiu ignorar o pedido, mas quando Bendine assumiu a Petrobras a pressão ficou maior e ele temia ser prejudicado nos contratos com a petroleira, já que a Lava-Jato estava em curso. Ele autorizou o pagamento e as remessas foram feitas em dinheiro, entregues num apartamento em São Paulo alugado em nome do irmão do publicitário.

Depois da delação, André Gustavo afirmou que havia prestado consultoria à Odebrecht. Depois, decidiu tentar acordo de delação premiada e, ao depor a Moro, afirmou ter entregado em dinheiro a Bendine R$ 950 mil, em encontros em restaurantes ocorridos em São Paulo.

O publicitário disse que ele e Bendine não chegaram a acertar como dividiriam a propina, pois havia expectativa de que a Odebrecht pagasse R$ 17 milhões, o que correspondia a 1% do valor do empréstimo do Banco do Brasil à Odebrecht Agroindustrial, que somava R$ 1,7 bilhão.

Contou ter feito a ponte entre a empreiteira e o Banco do Brasil e que marcava encontros de Bendine com executivos da Odebrecht. Um desses encontros aconteceu em sua residência, em Brasília, com a presença de Marcelo Odebrecht. O empresário diz ter sido achacado, pois nunca havia pagado propina nas negociações com o Banco do Brasil.

"É notório que eu tinha influência, porque eu não tinha dificuldade. Eu passava uma mensagem e dizia: "Tu (Bendine) pode receber ele amanhã?". E ele dizia "amanhã eu tenho reunião, tenho conselho..." Então arruma 15 minutos ai que é importante! Ele arrumava 15 minutos e resolvia. Quem arruma uma agenda dessa com alguém que é presidente do banco não pode estar falando sem de alguma forma estar sendo habilitado por ele", disse o publicitário na audiência com Moro.