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Com declaração de comercialidade, campo de Libra passa a se chamar Mero

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A Petrobras, em nome do Consórcio de Libra, anunciou na última semana, a declaração de comercialidade da porção noroeste do bloco de Libra, marcando o início da fase de desenvolvimento da produção. Pelas regras da ANP, a jazida recebe novo nome após essa declaração e se torna oficialmente um campo. Para batizar a área, mais de 18 mil pessoas da força de trabalho da Petrobras participaram de uma votação interna e escolheram o nome Mero para o novo campo com 48% dos votos. As outras opções eram Arraia-Manta (30%) e Tainha (22%). Esta foi a primeira vez que o nome de um campo foi escolhido pela força de trabalho.

Mero é mais uma referência a espécies da fauna marinha brasileira, do gênero Epinephelus. São peixes marinhos de grande porte, que crescem lentamente e podem chegar a mais de dois metros de comprimento e 400 quilos. Vivem em manguezais, recifes de corais e ambientes rochosos (são conhecidos como senhores das pedras), principalmente no Sudeste e no Sul do Brasil. Os campos marítimos seguem a norma da Portaria nº 90/2000, da ANP, que determina às empresas concessionárias de blocos de exploração e produção de petróleo que batizem as descobertas com nomes de espécies marinhas.

O bloco de Libra é um dos maiores e mais promissores projetos da indústria offshore, além de representar um salto tecnológico no segmento de águas ultraprofundas, por incorporar inovações especialmente adaptadas a condições inéditas de pressão, gás e gás carbônico (CO2) associados.

O Consórcio de Libra é formado pela Petrobras – com participação de 40% - em parceria com a Shell (20%); Total (20%); CNPC (10%) e CNOOC Limited (10%), tendo a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) como gestora do Contrato de Partilha da Produção.

Conservação da espécie 

Há 10 anos, a Petrobras é parceria do projeto de conservação dessa espécie, o “Meros do Brasil”. O projeto realiza pesquisas para aumentar o conhecimento sobre os padrões de migração, reprodução e genética. Com apoio de comunidades e pescadores, também promove ações de conservação dos ambientes onde vivem esses peixes, em especial no litoral dos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Pernambuco e Pará.

As ações do projeto serviram de base para a criação e renovação das moratórias que proíbem, até 2023, a captura do mero. Essa medida é fundamental para a conservação da espécie que é considerada criticamente em perigo no Brasil.