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Setor de fundição aposta na exportação para crescer em 2018

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A indústria brasileira de fundição deve fechar 2017 com crescimento de 10% e já prevê aumento de 12 a 15% em 2018. Parte desse crescimento deve vir do aumento das exportações. O setor ficou bem impressionado com o interesse de compradores da Alemanha, EUA, Chile, China e México que visitaram a Fenaf, realizada no final de setembro em São Paulo. Para a Abifa, entidade que reúne os fabricantes do setor, o volume exportado que hoje chega a 20% da produção pode subir para 30% no próximo ano.

Trazidos ao País pela Apex-Brasil, os compradores reuniram-se com um grupo de 20 fundições nacionais. A estimativa é que das reuniões realizadas possam surgir, entre seis meses e três anos, negócios da ordem de US$ 20 milhões. “Esses compradores não conheciam o produto brasileiro, mas estão muito interessados em fazer negócios. Hoje, eles já compram da Ásia e do Oriente Médio, mas querem diversificar os mercados e aí o Brasil torna-se um importante player. As nossas peças fundidas têm muita qualidade e não devem em nada para o que encontramos no exterior”, diz Wagner Paes, gestor de Projetos Especiais da Apex-Brasil.

No grupo dos compradores que visitou a Fenaf estavam agentes de negócios associados à Global Alliance Automotive (GAA), organização que reúne profissionais consultores do mundo todo que geram, anualmente, US$ 2,2 bilhões de negócios em várias frentes, entre elas, a de fundição.

Destaque também para a visita dos chineses (maiores produtores mundiais de peças fundidas, com 45,6 milhões de toneladas anuais), que depois de um hiato de três anos voltaram a fazer cotações com empresas brasileiras. “O interesse dos chineses pelos fundidos brasileiros nos deixa muito animados. Estamos recebendo compradores que não conheciam o potencial do fundido brasileiro. E o que me deixa eufórico é que eles não estão interessados apenas na produção de ferro, mas também no aço e alumínio, além de outros metais”, afirma Afonso Gonzaga, presidente da Abifa.

Hoje, 20% do que é produzido no Brasil vai para o mercado externo, principalmente Estados Unidos (42,5%) e países da América do Sul (19,3%). Para o ano que vem, Gonzaga prevê que o volume de negócios possa atingir de 28% a 30% da produção nacional. No faturamento de US$ 7,5 bilhões estimados para este ano, US$ 1,5 bilhão provém das exportações.

Com capacidade instalada para produzir 4 milhões de toneladas/ano, o Brasil deve atingir a produção de 2,3 milhões em 2017, volume que coloca o País entre os 10 maiores produtores mundiais. O ranking é encabeçado pela China (45,6 milhões de toneladas), seguido pela Índia (10,77 milhões), Estados Unidos (10,39 milhões), Japão (5,4 milhões), Alemanha (5,31 milhões), Rússia (4,2 milhões), Coréia (2,62 milhões) e México (2,56 milhões).

O Brasil tem 1.167 empresas de fundição, que empregam cerca de 50 mil pessoas, 40% delas atuando com a fundição de ferro, 21% alumínio e 14%, com aço. Outras 25% das companhias trabalham com metais não ferrosos, cobre, zinco e magnésio. Juntas, elas foram responsáveis por gerar uma receita de perto de US$ 6,9 bilhões em 2015, número que se repetiu no ano passado.

O presidente da Abifa espera incremento de 12% a 15% no volume de negócios em 2018. “Internamente, vamos ampliar nossos negócios com o mercado automotivo (que responde por 60% do consumo de fundidos), mas também apostamos na retomada da agroindústria, mineração, medicina (através de próteses de microfusões), e na fabricação de utensílios domésticos, onde as peças fundidas se fazem muito presentes”, argumenta. Outra meta traçada é atingir a produção recorde de 3,5 milhões de toneladas de fundidos, estabelecida em 2008, no biênio 2020/2021.