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Setor automotivo no Paraná é o que mais gera emprego no País, diz economista


O Paraná foi o único, entre os principais polos automotivos do país, a ter saldo positivo de emprego. O resultado entre admitidos e demitidos nas fábricas de automóveis, caminhões e utilitários foi positivo em 1.327 empregos formais nos primeiros oito meses do ano.

São Paulo, que tem o maior parque industrial do setor, mais demitiu que contratou e registrou um saldo negativo de 1.365 empregos. Minas Gerais também foi nessa linha, com a perda de 1.540 vagas. O Paraná é o segundo maior polo automotivo em receitas e o terceiro em produção do País. O setor emprega 44,7 mil pessoas no Estado.

 Investimentos, retomada do mercado interno e aumento das exportações ajudam a explicar o desempenho melhor que a média brasileira. “O Paraná é um exemplo da diversificação do setor automotivo, que décadas atrás era concentrado no ABC paulista. O investimento em novas fábricas, com incentivos e mão de obra qualificada, fizeram o Paraná ganhar destaque na produção no País”, diz a economista Suelen Glinski Rodrigues dos Santos, do Observatório do Trabalho.

Concentrado na região de Curitiba e em Ponta Grossa, o polo automotivo do Estado cresceu nos últimos anos, sustentado pelo programa do Governo do Estado de incentivos Paraná Competitivo. Entre 2011 e 2016, somente as montadoras de automóveis e caminhões já investiram R$ 4,2 bilhões em novas fábricas e linhas de produção no Paraná. Entre janeiro de 2011 e agosto de 2017, o Paraná respondeu por 10% das contratações do setor automotivo no País, com 7.596 admissões.

Nesse ano, a Renault, com apoio do programa estadual de incentivos, anunciou R$ 750 milhões para uma nova fábrica de injeção de alumínio e na expansão da sua unidade de motores em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

“O setor vem se recuperando, tanto no mercado interno quanto nas exportações. E as fábricas do Paraná já trabalhavam, durante a crise, com índices de ociosidade mais baixos que as demais. Por isso a retomada da produção e do emprego é mais rápida aqui”, diz Julio Suzuki Júnior, diretor presidente do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social).