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Por que hidrelétrica brasileira dá um baile na chinesa?

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A hidrelétrica de Itaipu é como aqueles atores coadjuvantes que sempre roubam a cena. Prodígio da engenharia mundial na área de usinas, a binacional superou – na semana passada – sua meta de 2017. Com 75 milhões de MWh previstos, ela deve manter a média de entregar cerca de 20% a mais de energia para o setor elétrico do que o estimado em planejamento. Com capacidade instalada de 14 GW, Itaipu é a segunda do mundo. A chinesa Três Gargantas tem 60% a mais de capacidade, ocupando o topo do ranking mundial no segmento. Apesar disso, nossa usina tem um desempenho maior.

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Mesmo com 60% da capacidade de Três Gargantas, Itaipu tem melhor desempenho

A partir de 2006, quando entrou em operação a primeira das duas últimas unidades geradoras (a última foi no ano seguinte), foram dez anos com produção acima dos 90 milhões de MWh anuais e apenas três em que o total ficou abaixo, em 2010, 2014 e 2015, mas ainda assim, bem acima dos 75 milhões de MWh. Foi nesses dois últimos anos de queda que a produção de Itaipu foi superada pela de Três Gargantas. Em outras palavras: a irmã maior brilha quando a menor está cansada.

Além de entregar uma carga sempre superior à vinculada há 19 anos, Itaipu é a única hidrelétrica do planeta a superar a produção anual de 100 milhões de megawatts-hora (MWh), com o recorde de 103.098.355 MWh, em 2016. O melhor número antes disso é de Três Gargantas, cujo recorde foi de 98,8 milhões de MWh em 2014. Ou seja, nem com 60% a mais de capacidade a unidade oriental conseguiu superar nossa instalação nativa.

Traduzindo de outra forma: Itaipu respondeu por 76% da energia elétrica consumida no Paraguai no ano passado e 16,8% de todo o consumo de eletricidade do Brasil. Se a energia de Itaipu pudesse ser armazenada e direcionada apenas ao nosso país, ela poderia nos atender – sozinha – por dois meses e 18 dias.