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Odebrecht Óleo e Gás acerta com credores plano de alongamento de dívida

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A Odebrecht Óleo e Gás (OOG) fechou acordo com um grupo de credores para reestruturar sua dívida, por meio de recuperação extrajudicial. O grupo representa mais de 60 por cento das dívidas reestruturadas, informou a companhia.

O acordo prevê a troca dos títulos de dívida com vencimento em 2021 e 2022 por novos papéis, cujo fluxo de pagamento se adequa à realidade atual de geração caixa da empresa. As amortizações serão feitas trimestralmente, em duas tranches.

A primeira tem parcelas de amortização fixa, mantendo a taxa de juros de 6,35 por cento ao ano nas notas 2021 e de 6,72 por cento nas de 2022.

A segunda tranche é subordinada à primeira, tem 100 por cento de amortização variável, de acordo com o excedente de caixa dos projetos. A segunda tranche terá juros 1 por cento ao ano maiores aos da primeira tranche e vencimento em 2026.

Além disso, os credores receberão em troca por seus créditos atuais novos títulos participativos perpétuos que asseguram direito de participação em qualquer distribuição de dividendos da empresa.

A OOG pediu recuperação extrajudicial em maio, como resultado de uma piora acentuada no setor de óleo e gás, especialmente após a Petrobras, no final de 2015, cancelar o contrato de afretamento e operação da sonda ODN Tay IV, que deveria vigorar até 2020.

Junto com outros três navios-sonda, a ODN Tay IV é um dos ativos que garantem as Notas 2022.

Diferente da recuperação judicial, na qual a justiça nomeia administradores para a companhia e a renegociação de dívidas em geral resulta em perda de parte do principal, a extrajudicial é feita de forma negociada com credores, não envolve corte no valor dos empréstimos, mas apenas alongamento de prazos.