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Consumo de gás natural em SP deve dobrar em dez anos

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O consumo de gás natural em São Paulo deve dobrar nos próximos dez anos. Atualmente, está em torno de 15 milhões de m³/dia a 17 milhões de m³/dia em média, mas até 2027 esse patamar deverá chegar a algo em torno de 29 milhões de m³/dia a 30 milhões de m³/dia, segundo estimativa do secretário estadual de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles.

Em entrevista, Meirelles apontou que o gás vem ganhando relevância na matriz energética estadual, devido às dificuldades de expansão de novos projetos hidrelétricos e um dos trabalhos que vem sendo feitos pela pasta é apostar em um incentivo à inserção do insumo no leque de opções energéticas.

Ele disse que a Emae, em parceria com empresas privadas, está tentando viabilizar a construção de duas termelétricas, uma de 1.500 MW de capacidade instalada e outra de 400 MW, totalizando investimentos de aproximadamente R$ 5,4 bilhões. Os dois projetos aguardam pela liberação da licença ambiental para entrarem nos próximos leilões.

 “A energia solar ainda não tem baterias de armazenamento para assegurar energia firme e temos poucas eólicas em São Paulo, enquanto biomassa fornece somente em oito meses no ano. Então precisamos do gás natural”, afirmou.

Peruíbe

Meirelles apontou também que a térmica de Peruíbe, da Gastrading, é considerada fundamental para garantir a oferta de energia no litoral paulista, que sofre com variações por conta da sazonalidade da demanda, provocada pela alta temporada do verão, quando o consumo atinge um pico e depois torna a cair.

O projeto, que enfrenta resistências por conta de questões ambientais, prevê a construção da usina de 1.700 MW de potência instalada, integrada por gasodutos marítimo e terrestre e um terminal de regaseificação de GNL.

Projetado para ser instalado em uma área de 300 mil metros quadrados nas proximidades do Jardim São Francisco e de Caraminguava, do lado direito (sentido Peruíbe) da Rodovia Padre Manuel da Nóbrega, o empreendimento poderá fornecer energia elétrica para o equivalente a 1,7 milhão de moradores do litoral paulista.

Meirelles lamentou que as discussões ambientais não tenham ocorrido antes e estimou que os entraves possam ser equacionados em até seis meses.