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BP quer desenvolver blocos de petróleo no Brasil rapidamente, dizem executivos

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O Brasil leiloou seis blocos, de oito no total, em uma região com reservas estimadas de 12 bilhões de barris.

A BP arrematou dois dos blocos, um em parceria com a Petrobras e outro com a Petrobras e uma unidade da petroleira estatal chinesa CNPC.

“Estamos ansiosos para prosseguir no ritmo agora”, disse o presidente-executivo da BP para negócios de exploração e produção, Bernard Looney, após o leilão.

“Nós viemos para dois blocos e conseguimos, então estamos muito satisfeitos”, disse ele. “Este é um passo significativo para nós na produção e exploração no Brasil... São acúmulos potencialmente significativos.”

Os blocos de petróleo brasileiro são ativos de alta qualidade, apesar do preço do petróleo, disse à Reuters o presidente regional da BP para América Latina, Felipe Arbelaez, após o leilão.

A BP arrematou o bloco de Peroba, na bacia de Santos, com participação de 40 por cento no consórcio. A Petrobras ficou com 40 por cento e a China National Oil & Gas Exploration and Development (CNODC) com os 20 por cento restantes.

A BP também venceu a disputa pelo bloco de Alto de Cabo Frio Central na bacia de Campos, com fatia de 50 por cento em uma joint venture com a Petrobras.

Mas a empresa ainda está enfrentando reveses enquanto tenta desenvolver o bloco que conquistou em parceria com a Petrobras e a Total na Foz do Amazonas quatro anos atrás. Os reguladores ambientais brasileiros pediram mais informações em agosto e ainda não concederam a permissão para exploração.

Arbealaez minimizou as preocupações com os riscos políticos no Brasil, após um juiz federal ter emitido uma liminar para suspender temporariamente o leilão da sexta-feira (27), respondendo a um requerimento do Partido dos Trabalhadores (PT).

“Nós não vemos necessariamente o Brasil como um país particularmente mais difícil do que as várias outras jurisdições em que operamos no mundo”, disse ele. “É a realidade do nosso ramo”.

A BP está analisando cuidadosamente uma oferta pelos leilões marítimos no México no ano que vem, disse Arbelaez. O governo mexicano tem respondido às preocupações do setor petroleiro, enquanto se prepara para o leilão, disse ele.

O México realizará rodadas para blocos marítimos em janeiro e março de 2018.