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ANP projeta custo menor de importação do gás da Bolívia

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O novo diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Cesário Cecchi, disse que as variáveis do mercado indicam que pode haver uma redução nos custos de importação do gás boliviano a partir de 2019, quando vence parte do atual contrato de suprimento com o país vizinho.

O contrato com a Bolívia prevê a internalização de cerca de 30 milhões de metros cúbicos (m3 /dia), dos quais uma primeira parcela de 18 milhões de m3 /dia vence daqui a dois anos e está em fase de discussões para uma possível renovação.

Tudo indica que haverá redução nos custos, disse Cecchi, em referência à potencial redução nas tarifas de transporte.

Segundo ele, o custo de construção do Gasoduto Bolívia-Brasil “já foi pago, já foi amortizado”. Ele afirmou também que o gás está mais barato no mercado mundial, já que o preço do petróleo caiu. “A única variável que tem incerteza é o dólar, por causa da oscilação”, complementou, durante cerimônia de posse no cargo.

A TBG, transportadora que controla o trecho brasileiro do Gasbol, pretende realizar no ano que vem uma chamada pública para contratação da capacidade de transporte que vence em 2019, de 18 milhões de m3 /dia. A intenção da empresa é aumentar suas receitas e diversificar sua carteira de clientes.

“Nosso interesse é aumentar nossa carteira de clientes, aumentar nossa capacidade de geração de Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] e, claro, aumentar pagamento de dividendos para os nossos acionistas”, disse o diretor-superintendente da TBG, Renato de Andrade Costa, em setembro, durante apresentação dos planos da companhia ao mercado.

Entre as candidatas naturais estão as distribuidoras de gás canalizado da região Sul – Sulgás (RS), SCGás, Compagas (PR) – e a MSGás. Como a Petrobras sinalizou que não pretende manter os atuais patamares de importação de gás boliviano (30 milhões de m3 /dia), as distribuidoras terão que assumir diretamente as negociações com o país vizinho para contratação de gás para a partir da próxima década.

Costa disse que a chamada pública possibilitará a assinatura de contratos com prazos diferenciados, de dois anos, cinco anos, até dez anos, para casar com diferentes perfis de consumo”.

“É do nosso interesse que tenhamos o máximo de interessados [na chamada pública], temos que estimular a demanda. Dependendo [do resultado] da chamada pública, temos a oportunidade até de fazer a expansão do trecho sul [do Gasbol]”, complementou o executivo.

Atualmente, a TBG possui contratos de transporte de gás apenas com a Petrobras, que também é acionista controladora da empresa, com 51%, em sociedade com a EIG (28%), YPFB (12%) e Total (9%).

Questionado sobre uma possível saída da Petrobras da TBG, Cecchi disse desconhecer o movimento, mas que o desinvestimento faz sentido, já que seus sócios no gasoduto (Total e YPFB) possuem reservas na Bolívia e seriam potenciais interessados no ativo.

A TBG possui ainda outros três contratos de transporte com a Petrobras, que vencem entre 2021 e 2041, e que somam uma capacidade de 17 milhões de m3 /dia. A intenção da companhia é abrir novas chamadas públicas a medida que os contratos forem vencendo.