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A importância das empresas menores para o desenvolvimento do setor petrolífero

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Décimo primeiro episódio da série especial produzida pelo RJ Inter TV 2ª Edição mostra que a Petrobras, apesar de ser a maior e principal empresa do ramo no país, depende de empresas menores para continuar produzindo.

A Petrobras é a maior empresa do Brasil e tem números impressionantes. A estatal está presente em 19 países, tem mais de 600 mil acionistas, quase 70 mil empregados, 56 navios próprios e 123 plataformas, das quais 53 operam na Bacia de Campos. A produção diária ultrapassa dois milhões de barris de petróleo por dia.

A Petrobras, porém, depende de outras empresas menores para produzir. Essas dependem ainda de outras e assim continua a cadeia produtiva do petróleo, que gera empregos, arrecadação de impostos e desenvolvimento. É sobre isso que mostra o 11º episódio da série "Petróleo: Riqueza Explorada", produzida pelo RJ Inter TV 2ª Edição.

Segundo o consultor financeiro Vitor Vargas, a demanda pelos serviços gera riqueza. "A geração de riqueza por conta dessa cadeia toda produtiva é que faz movimentar o dinheiro todo na cidade".

Luiz Antônio Caporali saiu de Mogi das Cruzes, em São Paulo, para a Bacia de Campos. No início dos anos 2000, ele e o irmão tinham uma empresa que consertava motores de caminhão quando receberam o convite de um executivo para prestarem serviços para o setor petrolífero.

Apesar de acreditarem, no início, que a indústria do petróleo ainda estava no começo no Brasil, Luiz e o irmão abriram uma filial da empresa em Rio das Ostras, no interior do Rio.

"Eu falei para o meu irmão 'isso tem cheiro de prosperidade. Eu acho que a gente não deve deixar de abraçar essa oportunidade'. E eu vou falar que essa foi a grande mudança na nossa vida", afirmou Luiz.

A empresa de Luiz cresceu e agora tem cinco filiais, duas delas no exterior, e todas especializadas em conserto de turbinas de embarcações e em manutenção de motores usados no offshore. De acordo com Luiz, a indústria petrolífera representa cerca de 85% do negócio dele e do irmão.

Essa indústria é muito importante para os municípios da Bacia de Campos. Segundo a Prefeitura de Macaé, existem quase 19 mil empresas ativas na cidade. Dessas, 854 são voltadas para o setor do petróleo. Nos nove primeiros meses de 2017, o município recebeu mais de R$ 380 milhões de Imposto Sobre Serviço (ISS). Sozinhas, as empresas do setor petrolífero foram responsáveis por quase 70% desse total, recolhendo mais de R$ 263 milhões que foram para os cofres de Macaé.

A loja de ferramentas do comerciante Carlos Gilmar Pasturchak não recolhe ISS, mas em 2011, chegou a pagar R$ 8 milhões por mês de ICMS, Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. A loja ajudou a construir a indústria do petróleo na Bacia de Campos nos últimos 28 anos. Segundo o comerciante, já existiam outras distribuidoras na região, mas foi isso que fez com que a loja dele se destacasse.

"Nós fomos buscar a dificuldade do mercado. Nosso lema quando chegasse à empresa era 'o que o senhor não consegue comprar?', e os compradores traziam a demanda, a gente achava e começava a fazer a diferença no mercado de petróleo", conta Carlos.

O negócio de Carlos cresceu junto com a exploração na Bacia de Campos e chegou a ter cinco filiais. Porém, quando veio a crise do petróleo, as vendas despencaram e o ICMS recolhido pela empresa caiu para R$ 15 mil por mês. Para que o negócio não falisse, o comerciante foi obrigado a reduzir custos, fechar filiais e demitir mais de 90% dos funcionários.

"De lá para cá foi só um declínio. A Petrobras sem capital, cada dia investindo menos e falando que ia investir mais. Aí foi em 2012, 2013, começou a crise mais forte, 2014, 2015 e aí a gente sabe da história toda", explicou o comerciante.

A esperança desse e de outros empresários para sair da crise é a revitalização dos campos maduros de petróleo e nos leilões de novas áreas para serem exploradas na Bacia de Campos. Carlos acredita que a indústria vai voltar a crescer.

"Isso traz um cenário muito otimista. Um ano, dois anos, mas vai sair. O petróleo está lá, vai ter que ser retirado. Então, a gente vê logo na frente, que é amanhã. Dois anos é amanhã. A Gente vê que a coisa vai retornar sim".