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77 mil empregados da Petrobras terão que pagar R$ 14 bilhões para cobrir rombo

Quase 77 mil funcionários e aposentados da Petrobrás terão que pagar por 18 anos uma conta de  R$ 14 bilhões por perdas registradas pela fundação de seguridade social da empresa, a Petros. O Rombo chegou a R$ 27,7 bilhões e a Petrobras irá contribuir com R$ 13,7 bilhões, R$ 1,5 bilhão já no primeiro ano.

O pagamento será proporcional ao ganho dos assistidos. “Quem ganha mais paga mais”, disse o presidente da Petros, Walter Mendes. Os pensionistas e aposentados sentirão ainda mais, porque representam a maior parcela dos integrantes da fundação.

Em entrevista, o engenheiro João Luiz Brandão, de 63 anos, disse que o estresse gerado em discussões sobre os rombos no plano de previdência privada dos empregados da Petrobras contribuíram para o seu AVC. Ele diz que sua contribuição mensal subirá dos atuais R$ 965 para cerca de R$ 3.900, o equivalente a 34% de sua aposentadoria.

O rombo na Petros foi motivado, principalmente, por três fatores – investimentos que não geraram retorno suficiente para cobrir as obrigações com pensionistas e aposentados; o momento econômico ruim; e mudanças no perfil das famílias assistidas. Entre os maus investimentos, o mais danoso foi o Fundo de Investimento em Participações (FIP) Florestal, criado para colocar dinheiro na empresa Eldorado Celulose, do grupo J&F, que tem como um dos sócios o empresário Joesley Batista, preso na Lava Jato.

Muitos funcionários e aposentados apontam como culpado o uso político da petrolífera e da própria Petros. “Se fosse para cobrir rombo gerado por perdas no mercado, até entenderia. Mas por desvio de dinheiro?”, questiona aposentado.