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Unidade na refinaria RLAM tem problemas e sindicato convoca reunião com a Gerência Geral


Na última quinta-feira pela manhã os diretores do Sindipetro Bahia se reuniram com o Gerente Geral da Refinaria Landulpho Alves, Willian Franca, com o gerente geral adjunto, Rafael, com Representante do CENPES e com o Técnico de Operação, Sérgio Henrique, para discutir os relatos que foram recebidos sobre a situação operacional pela qual a U-6 (Unidade de Craqueamento Catalítico Fluido - CCF) vem passando nos últimos dias.

Os diretores sindicais questionaram à refinaria os motivos das dificuldades na partida da unidade, os riscos das seguidas reversões pelas quais o reator vem passando, o número reduzido de operadores nas partidas - fruto da implementação do ‘estudo’ de O&M -, as quais em alguns momentos contavam com liberação de serviços em paralelo, fugindo completamente da situação segura para partida de uma unidade de processo, além do desgaste físico e psicológico pelos quais a operação está sendo submetida. Nos últimos meses houve redução do efetivo, mudanças no transporte de turno e transferências de operadores.

O Gerente Geral apresentou a U-6 e informou sua importância para a refinaria e para a Petrobras, destacando que sua parada gera um enorme impacto negativo para a companhia. Segundo ele, o CENPES vem acompanhando a unidade, que tem apresentado problemas graves nesse ano. Testes estão sendo realizados na tentativa de entender o que vem acontecendo, mas a situação atual ainda não foi diagnosticada e a unidade segue em processo de partida.

Os diretores do Sindipetro cobraram garantias para segurança dos operadores e das instalações da refinaria, destacando o alto potencial de risco que a U-6 representa e a necessidade de reforço das equipes, inclusive de Técnicos de Segurança Industrial. Assim, ficou acordado que não haverá mais partidas com efetivo reduzido, tampouco liberação de serviços de manutenção durante esses processos. A gerência também apresentou alteração do procedimento de partida da U-6, segundo ela, como forma de melhoria do processo. O operador Henrique, representando o corpo operacional, afirmou que neste momento a situação de segurança está melhor e que o procedimento vem sendo seguido à risca.

O gerente geral se comprometeu a fazer uma reunião com a operação da U-6, expondo a necessidade das partidas, informando sobre o acompanhamento que vem sendo feito e deixando aberto o canal de diálogo com a operação e com o sindicato. O mesmo afirmou que tudo está sendo verificado por eles, pelo CENPES e pela Sede da Petrobras, para garantir a segurança da operação e das instalações.

O Sindipetro Bahia segue acompanhando os acontecimentos e se coloca à disposição da operação da U-6, e de toda a categoria, para buscarmos juntos a melhor solução para este caso.



*Após fechamento dessa matéria, a redação do Notícias do Trecho foi informada que, infelizmente, os testes não prosperaram e a U-6 encontra-se em processo de liberação para manutenção do conversor.