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Tomé Engenharia é considerada inidônea por pagamento de propinas na Petrobras, diz CGU

A empresa de equipamentos e transportes Tomé Engenharia foi declarada inidônea pelo governo, com proibição de fechar novos contratos com a administração pública ou participar de licitações, de acordo com despacho do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria Geral da União no Diário Oficial da última terça-feira (19).

Segundo informações recebidas pelo Notícias do Trecho, a punição foi aplicada após a empresa “ter efetuado pagamento a agentes públicos da Petrobras S/A com finalidades ilícitas, bem como por ter participado esporadicamente de procedimentos licitatórios direcionados em conluio com outras empresas”.

A medida vem após denúncia na Operação Lava Jato, em que autoridades brasileiras têm investigado um enorme esquema de corrupção no país que envolveu políticos, partidos, estatais e empresas privadas.

A Tomé Engenharia, criada em 1973, possui atuação nas áreas de movimentação de cargas em geral e engenharia. Em junho deste ano, a empresa e outras do grupo entraram com pedido de recuperação judicial, alegando problemas devido à “gravíssima crise econômico-financeira” do país, segundo informações do site da empresa.