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Refinarias da Petrobras são atrativas, diz Citi

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Os planos de parcerias e venda de ativos da Petrobras na área de refino têm potencial para atrair quatro tipo de investidores: fundos de investimentos, distribuidoras de combustíveis, companhias especializadas em refino e “traders” (comercializadoras internacionais) de derivados de petróleo, de acordo com análise do Citi.

No caso de fundos de investimento, o objetivo seria principalmente o retorno financeiro. Já para as distribuidoras de combustíveis, o interesse seria pela possibilidade de verticalizar e agregar valor às suas atividades. As empresas de refino mundiais teriam no Brasil uma possibilidade de crescimento de seus negócios, enquanto as traders poderiam investir em refino no país dentro de sua estratégia global de movimentação de derivados, segundo o banco.

Resultado de imagem para Refinarias da Petrobras noticias trecho“Tudo depende do formato e da modelagem de negócio proposto pela Petrobras”, explica Pedro Medeiros, analista sênior de energia do Citi. “Uma coisa é certa: caso o mercado brasileiro venha a contar com uma gama maior de investidores e acionistas na área de refino, haverá uma mudança em potencial muito positiva no âmbito da governança [do setor].”

Para o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, o cenário de déficit doméstico de derivados de petróleo, com expectativa de aumento da demanda externa de combustíveis, é um fator de estímulo à entrada de novos ‘players’ no mercado de refino brasileiro. Segundo ele, a tendência é serem concluídos investimentos nas refinarias do Nordeste (RNEST), em Suape (PE), e do Comperj, em Itaboraí (RJ), para depois surgirem investimentos em novas refinarias.

Com relação ao setor de exploração e produção de petróleo, a ANP estima investimentos de R$ 845 bilhões nos próximos dez anos. Desse total, R$ 585 bilhões são previstos para projetos novos relativos a contratos já vigentes, principalmente na construção de 22 novas unidades de produção petrolíferas. O outro montante de R$ 260 bilhões é relativo a novos contratos que deverão ser fechados, a partir dos próximos leilões de blocos convencionais e do pré-sal, nos próximos anos. Nesse caso, a ANP trabalha com a previsão de construção de 17 plataformas.

Outro dado levantado pela ANP é que, do total de investimentos previstos no setor petrolífero até 2027, cerca de R$ 344 bilhões deverão ser investidos na indústria fornecedora nacional. Desse total, R$ 121 bilhões seriam aplicados em perfuração de poços e R$ 125 bilhões em instalações “subsea” (submarinas). A quantia engloba ainda R$ 32 bilhões em máquinas e equipamentos, R$ 53 bilhões em construção, montagem e integração e R$ 13 bilhões em engenharia.

Medeiros e Oddone participaram na última semana de encontro fechado com executivos da indústria petrolífera e investidores institucionais, no Rio. No evento, que reuniu cerca de 80 pessoas, foram discutidas oportunidades no setor de óleo e gás natural brasileiro. A avaliação geral, explicou Medeiros, é que o cenário é favorável para a realização dos leilões.

Também foram discutidos outros pontos, como a melhoria do ambiente contratual de forma a permitir à indústria encontrar novas formas de financiamento para atividades de exploração e produção. Uma dessas formas, disse Medeiros, é a possibilidade de agentes financeiros emprestarem recursos a projetos tendo como garantias reservas de petróleo e gás.