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Os sete tipos de líderes

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Rebelde, o Desbravador, o Veraz, o Herói, o Inventor, o Navegador e o Cavaleiro Andante. A especialista em liderança e coach norte-americana Lolly Daskal diz que os líderes de negócios podem ser classificados a partir dos sete tipos distintos acima.

O líder de tipo “rebelde”, por exemplo, rompe regras e promove o novo. Conjuga em si as virtudes da autoconfiança, competência e ousadia. Porém, alerta Lolly, em cada um destes tipos humanos há um “gap” – uma lacuna interior na personalidade, muitas vezes inconfessável ou desconhecida – que opera sorrateiramente dentro da alma do líder e, caso não seja combatida e remediada, pode sabotar a sua carreira e o negócio. O “Rebelde”, por exemplo, tem medo, lá no fundo, de não passar de um impostor. Em seu livro The Leadership Gap: What Gets Between You and Your Greatness (inédito no Brasil, algo como “A lacuna da liderança: o que separa você da sua grandeza”), Lolly ensina como lidar com as “lacunas” da personalidade. Quando o “Rebelde” é assaltado pela dúvida, o melhor é se voltar às pessoas em que confia. “Não fique se comparando com os outros”, diz Lolly.

Já o “Desbravador”, um inovador e criador de oportunidades nato, aprende pela tentativa e erro, pelo palpite. Mas lhe causa ojeriza não controlar racionalmente o seu lado intuitivo e, voltando-se à sua zona sombria, torna-se um manipulador, buscando no microgerenciamento o controle que lhe falta. “Não tema a intuição. Deixe-a fluir. Permita-se o devaneio”, diz Lolly. Já o “Herói” e o “Cavaleiro Andante” são emblemas, respectivamente, da coragem e da lealdade. O primeiro não hesita em apostar com ousadia e colocar a carreira em risco – mas isso lhe dá calafrios. O segundo é um abnegado, dá o sangue pela empresa, mas questiona-se se não é um mercenário enrustido. O conselho ao “Herói” é não ter medo do medo. “Ao Cavaleiro, digo: proteja as pessoas e as coisas que você ama. A melhor forma de proteção é a lealdade”, diz a autora. Quando pressionado, a tentação do “Inventor” – sempre em busca de melhoria em produtos e processos – é o atalho fácil, a “meia-sola”. “Faça tudo com integridade”, diz Lolly.

Nem todo líder se encaixa num tipo só. “Eu sou um misto de Navegadora e Veraz”, diz a coach. O “Navegador” tem facilidade em tornar simples o que era complicado. Mas tem a tentação de ditar as regras de como as coisas devem ser feitas. O tipo “Veraz”, que preza a sinceridade acima de tudo, às vezes sem papas na língua, pode cair no vício de se achar senhor da razão, criando indevidamente boatos e gerando clima de suspeita na empresa. À sua “Navegadora” interior, Lolly sugere a criação de limites: não faça tudo pelos outros. Já ao seu tipo Veraz, o recado é: controle a língua. “Nem sempre a nossa percepção é correta. Um erro sincero não deixa de ser um erro”, diz Lolly.


Por Álvaro Oppermann