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Novo acesso ao Porto de Santos deve demorar até 3 anos

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A construção de um novo acesso ao Porto de Santos, ligando a Via Ancheita à Avenida Perimetral, uma obra de responsabilidade do Governo Federal que integra o projeto de modernização viária da entrada de Santos, deve demorar entre dois e três anos para sair do papel, segundo o presidente da Associação das Empresas do Distrito da Alemoa (AMA), João Maria Menano.

Menano, que na última  semana participou do painel Acessos terrestres do Porto de Santos, no Santos Export - Fórum Internacional para Expansão do Porto de Santos, reflete a expectativa dos empresários com o Governo Federal, que no momento passa por um programa de cortes devido à queda de arrecadação.

Segundo o executivo, os acessos urbanos na entrada de Santos estarão resolvidos dentro de um ano, mas a situação é diferente no Porto. “Acredito que vamos discutir por mais dois ou três anos o novo acesso efetivo para o Porto na Margem Direita”.

Presente no painel do Santos Export, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa lembrou que este é um investimento dos três entes públicos. A Prefeitura, disse, tomou empréstimos para fazer sua parte, de R$ 290 milhões, e a obra deve começar no final do ano.

Já o Estado, afirmou Barbosa, entrará com R$ 265 milhões. O governador Geraldo Alckmin optou por renegociar o contrato com a concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes, a Ecovias, para que ela faça os investimentos. Segundo outro participante do painel, o diretor-administrativo da estatal Dersa, Fellipe Marmo, a Ecovias já apresentou o projeto, mas falta o Tribunal de Contas do Estado (TCE) dar o aval.

Segundo Marmo, o Tribunal de Contas estuda se há insegurança jurídica da forma como será refeito o contrato com a taxa interna de retorno (remuneração da concessionária nos pedágios) que seria utilizada. “Não é viável utilizar uma taxa da época da assinatura de contrato que tinha momento econômico completamente diferente (anos 1990, com inflação alta), com retorno de 21%”.

Resta ainda a parte do Governo Federal, de R$ 300 milhões. “É preciso pisar no acelerador”, afirma Barbosa. “O acesso (da parte portuária) é fundamental para o País e é importante que o Governo Federal possa executá-la”.

Neste ano, a entrada de Santos recebeu o impacto de uma grande safra, mas Menano lembra que o movimento tende a aumentar com a recuperação da economia. “O gargalo está colocado, as empresas têm trabalhado com agendamentos e investimentos e isso pode amenizar a situação. Mas, com certeza, a economia crescendo, se o gargalo não for resolvido, vamos ter problemas na entrada da Cidade”, disse.

O presidente do T-Grão, Virgílio Pina, levou ao painel um estudo com os 42 gargalos ferroviários do Porto, defendendo que também esses problemas sejam resolvidos. “Esses assuntos ficam sendo tratados em gabinetes, mas quando se tornam públicos sempre existe uma pressão maior. Acredito que até o próximo Santos Export vamos ter informações positivas”.

No mesmo painel, o gerente de Regulação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Tito Lívio Queiroz e Silva, defendeu aportes no modal ferroviário, devido a sua “importância para o transporte de carga no País”, ao desafogar as rodovias.

O painel contou ainda com a participação do diretor de Operações e Logística da Rodrimar, Willy Maxwell.