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Ferrovia e hidrovia somam só 36% dos corredores logísticos

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Os corredores logísticos que suportam o escoamento de grãos para o exterior ainda são muito dependentes das rodovias: dos 36,8 mil quilômetros (km) utilizáveis, apenas 9,2 mil km (25%) são do modal ferroviário enquanto 4 mil km (11%) são hidroviários.

As informações são de estudo elaborado pela Secretaria de Política e Integração do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPA). No caso do corredor de exportação Nordeste (cujos 2,9 mil km escoaram 7 milhões de toneladas de grãos em 14/15 a partir de dois complexos portuários), a dependência rodoviária é completa; para piorar, 5% da rota não tem pavimento.

A malha é um pouco mais diversificada nos outros corredores analisados pelo MPTA: dos 12,3 mil km de traçado do corredor de exportação Norte (que interliga cinco complexos portuários e o Mato Grosso, maior produtor do País), 10% são ferrovias e 24%, hidrovias. "Ocorre um crescimento da saída pelo arco Norte: em 2009 escoava-se cerca de 3,9 milhões de toneladas de grãos por lá. Este ano devem ser 26 milhões", avalia o diretor-executivo do Movimento Pró-Logística do Mato Grosso, Edeon Vaz. O incremento, contudo, depende da resolução de gargalos.

Mais notório entre eles, o trecho de 37 km não pavimentado da BR-163 entre as vilas de Santa Luzia e Bela Vista do Caracol (ambas no Pará) está em obras desde de abril. Já um segundo trecho (maior, com 54 km) próximo ao distrito de Morais Almeida está começando a ser pavimentado pelo Exército após duas tentativas frutradas com a iniciativa privada, observa Vaz. O executivo também cita a necessidade de obras de dragagem nos rios Madeira (já iniciadas) e Tapajós (em licitação) e de derrocamento [remoção de pedras] no rio Tocantins - neste caso, os ajustes permitiriam que Vila do Conde (na paraense Barcarena) se tornasse o "maior porto de granéis agrícolas do Brasil em algum tempo", avalia o diretor do Pró-Logística. Em todo o arco Norte estima-se um crescimento de 3 a 5 milhões nos embarques anuais.

Com 14,2 mil km de extensão (5% hidroviários e 40% ferroviários) e responsável pela boa parte do escoamento de grãos para fora (38 milhões de toneladas em 14/15), o corredor Sudeste demandaria ajustes em três frentes: em Santos, o avanço das obras de dragagem e futuras melhorias no acesso ferroviário, sobretudo na descida da serra; no porto de Vitória (ES), a ampliação da capacidade seria necessária. Líder, o corredor Sul escoou 40 milhões de toneladas de grãos em 14/15 a partir dos 8,9 mil km que interligam a produção a três portos da região.

Nos dois corredores que levam grãos para o mercado interno, 100% dos 27,7 mil km são rodovias. No caso da rota Sul-Sudeste (12,9 mil km), 29% já está concedido à iniciativa privada: neste caso, 81% dos usuários consideram as vias boas (contra 52% das públicas). No corredor doméstico Norte-Nordeste 9% dos 14,8 mil km são concedidos, com aprovação de 75% frente 71% nas não-concedidas. Já as rotas de exportação têm 22% das rodovias concedidas, com 81% de aprovação frente 64% nas públicas; o estudo do MPTA é um dos temas do congresso da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR).