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EMPREGOS: A maior termelétrica da América Latina toma forma em Sergipe

A construção do maior complexo termelétrico a gás da América Latina, com 1,5 gigawatt de capacidade, ganha forma desde o mês passado, quando foram concedidas as licenças ambientais para construção. A terraplanagem e o estaqueamento da estrutura já foram concluídos e as obras civis estão em curso.

O projeto tem custo estimado em R$ 5 bilhões e terá a termelétrica a gás e um terminal de regaseificação e armazenamento de gás natural liquefeito (GNL). O complexo é de responsabilidade da Centrais Elétricas de Sergipe (Celse), uma empresa criada pela Ebrasil e pela Golar Power, sediada nas Ilha das Bermudas. A Celse foi a vencedora do 21º Leilão de Energia, de 2015, e deverá construir e operar uma termelétrica de ciclo combinado, com uso de gás e vapor, e com um sistema de resfriamento através da água do mar. O prazo de concessão é de 25 anos ininterruptos, a partir de 2020.

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Atualmente, as obras civis estão concentradas na conclusão do canteiro e na construção da ilha de potência, onde ficarão as turbinas da termoelétrica. Segundo Marylam Aguiar Sales, gerente de projeto da Celse, a etapa corresponde ao cronograma geral, o que o faz garantir que em 2019 toda a estrutura estará montada para comissionamento, avalizando o início de operação na data programada. “O projeto se divide em três etapas: termoelétrica, transmissão de energia e instalações marítimas”, explica.

A transmissão de energia será feita por uma linha que passa por quatro municípios (33km), até ser integrada ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Trata-se, segundo ele, de uma linha em 500 kv, que é a tensão exigida pelo leilão, em circuito duplo, sendo que cada um deles com 1,5 Gw.

Já as instalações marítimas compreendem o principal ponto de equilíbrio econômico do projeto, equalizado pelo prazo longo de operação (25 anos) e, consequentemente, pelas parcerias técnicas formatadas a partir dele, como no caso da General Eletric, que além de fornecer as turbinas e implementar a usina, passou a ter contrato de manutenção por todo o período da concessão.

Mas o principal destaque da etapa marítima é a Unidade de Armazenamento e Regaseificação (FSRU), que está em construção na Coreia do Sul, pela Samsung, e deve ancorar no Brasil em outubro de 2018. “Esse é o navio que ficará ancorado por todos os 25 anos em Sergipe. Ele terá capacidade de armazenamento de 170 mil m³ gás natural liquefeito (GNL), distribuídos em quatro tanques”, diz Sales.

Também ligada à etapa marítima está a implantação do gasoduto, com partes on e offshore que interligarão, por cerca de 6,5 km, o navio FSRU à costa. O gasoduto a ser implantado será de tubulação de 18 polegadas de diâmetro.

A princípio, esse gasoduto não seria ramificado para a distribuição de gás natural em Sergipe, uma vez que a distribuidora mais próxima – a Sergás, de Aracajú – não passa com tubulação pelo local. Marylam Sales, no entanto, revela o início de tratativas para distribuir o gás natural ocioso, levando em consideração que existe uma demanda de indústrias da região. “Também estamos discutindo a possibilidade de ligar o nosso gasoduto ao gasoduto do Nordeste, que passa a cerca de 10 km de distância”, completa.