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Demanda mundial por GNL chegará a 661 bilhões de m³ até 2030

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A demanda por gás natural liquefeito (GNL) deverá dar um salto nos próximos 13 anos, passando de 386 bilhões de m³ neste ano para 661 bilhões de m³ até 2030, conforme apontou o Global LNG Outlook 2017, estudo feito pela equipe global de gás da Bloomberg New Energy Finance. No entanto, novas plantas de exportação de GNL nos Estados Unidos e Austrália podem levar a um excesso de capacidade dentro de sete anos.

Apesar desse aumento esperado nos EUA e Austrália, a tendência é que a Ásia continue sendo o centro mundial de importação de GNL, concentrando mais de 70% das compras até 2030. A partir de 2025, países como a China, Índia e do Sudeste Asiático importarão juntos mais GNL que Japão, Coréia do Sul e Taiwan, somados.

O relatório destaca que o GNL continuará a alcançar novos mercados à medida que os preços se mantiverem baixos, enquanto a tecnologia de regaseificação e armazenamento flutuante facilitarem o estabelecimento de infraestrutura de importação de baixo custo em novos países.

“Até 2022, cerca de 20% da capacidade global de importação de GNL será de terminais de armazenamento flutuante e regaseificação, que têm implantação mais rápida. Isso ajudará a abrir a demanda”, comentou a chefe da análise de GNL para Ásia-Pacífico, e principal autora do relatório, Maggie Kuang.

Na Europa, a previsão é que até 2030, as importações ultrapassem 138 bilhões de m³, isso porque o declínio da produção do continente deverá abrir as portas para as exportações russas, não só de GNL, mas também pelo aumento do envio do gás por meio do gasoduto ligando o país ao resto da Europa.

Nas Américas, a capacidade de exportação deverá ser de 201 bilhões de m³, depois que o governo dos Estados Unidos, após a posse de Donald Trump, decidiu apoiar a indústria de GNL. Porém, os projetos ainda encontram obstáculos como encontrar compradores para essa capacidade, conforme apontou a analista líder de GNL da Bloomberg, Anastacia Dialynas.

Entretanto, apesar da previsão, o mercado internacional de GNL enfrenta um período de baixa. No primeiro semestre deste ano, contratos de 14,1 milhões de m³ foram assinados, o menor volume para qualquer semestre desde 2010.

Brasil: menos demanda

No Brasil, o GNL é destinado essencialmente para a geração de energia termelétrica. Neste ano, até junho, os terminais de regaseificação do país receberam 949 mil m³ do insumo, vindo de países como Angola, Nigéria e Trinidad e Tobago, de acordo com o mais recente Boletim Mensal de Acompanhamento da Indústria de Gás Natural, do MME,

Em 2016, o total de GNL que chegou ao país foi 5,050 milhões de m³, menos que a metade do volume entregue nos terminais brasileiros no ano anterior, quando houve o pico da demanda.