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Chinesa oferece menor preço para fazer unidade de gás do Comperj

A chinesa Shandong Kerui apresentou o menor valor para a construção da unidade de processamento de gás natural (UPGN) da Refinaria do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, região metropolitana do Rio de Janeiro, em concorrência aberta pela Petrobras. O Valor apurou que a proposta da companhia foi cerca de 15% inferior à da segunda oferta mais barata, apresentada pela americana Fluor.

O consórcio Cobra / Qualiman ofereceu proposta ligeiramente superior à da Fluor, ficando em terceiro lugar. E a quarta colocada foi a italiana Tecnimont.

O Valor apurou que o processo ainda não foi concluído. A expectativa é que a Petrobras oficialize o resultado da concorrência nas próximas semanas, caso não haja nenhum recurso apresentado pelas demais participantes.

Uma das maiores fornecedoras de bens e serviços para a indústria de óleo e gás da China, a Shandong Kerui possui escritório no Brasil há dois anos. Para a concorrência da UPGN do Comperj, a chinesa se associou à brasileira Potencial Engenharia, do grupo Método Engenharia.

Procurada, a Petrobras informou ter recebido na segunda-feira quatro propostas comerciais das licitantes convidadas, porém não revelou seus respectivos nomes e valores apresentados. “As etapas posteriores envolvem análise de documentos, divulgação da classificação e negociação comercial, concluindo com a assinatura do contrato prevista para o 1º trimestre de 2018″, completou a estatal, em nota, ao Valor.

A UPGN é a única grande etapa do Comperj prevista para receber investimentos nos próximos anos, dentro do plano de negócios da empresa 2017-2021.

As obras na UPGN do Comperj estão paradas desde outubro de 2015. O consórcio QGIT (Queiroz Galvão, Iesa e Tecna) era o responsável pela prestação do serviço, mas o contrato foi rescindido pela Petrobras em março daquele ano. O contrato original era da ordem de R$ 2 bilhões, dos quais entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões foram desembolsados. Ao todo, 36% das obras da unidade de processamento foram executadas.

Com relação à refinaria do Comperj, a Petrobras negocia parceria com a também chinesa CNPC para a conclusão do projeto, que já atingiu cerca de 85% de execução, onde já foram investidos US$ 13 bilhões. Estima-se que são necessários outros US$ 2,3 bilhões para concluir as obras.

A parceria é um dos pontos em aberto em memorando firmado em julho.