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Bunge pode ser vendida em meio a corte de gastos

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A norte-americana de commodities agrícolas Bunge manteve a porta aberta sobre a venda da companhia à medida que reportou uma queda de 34% no lucro trimestral e reduziu suas perspectivas para o ano inteiro, mas seu presidente disse que os cortes de gastos planejados deverão ajudar a melhorar o desempenho.

A trading de commodities agrícolas, que rejeitou uma abordagem de sua rival Glencore em maio, avaliará o melhor caminho, disse o presidente-executivo, Soren Schroder, a analistas durante uma teleconferência, quando questionado se vender a companhia era uma opção.

A Bunge revelou um plano de cortes de custos e reestruturação no mês passado que poderá reduzir os gastos em US$ 250 milhões até o fim de 2019.

A companhia e suas rivais Archer Daniels Midland, Cargill e Louis Dreyfus, conhecidas como o "ABCD" das operações globais de grãos, foram atingidos por um excedente de safras após quatro anos de colheitas recordes ao redor do mundo.

Alguns analistas esperam que o segundo trimestre consecutivo de resultados fracos da Bunge encoraje uma nova abordagem da Glencore, enquanto outros acreditam que a reestruturação poderia dar à companhia tempo para entregar o crescimento prometido.

Apesar da previsão mais corajosa para o restante do ano, a Bunge reduziu pelo segundo trimestre seguido sua estimativa de lucros do ano todo para seu negócio agrícola e suas unidades de alimentos e ingredientes.

"Estamos otimistas sobre um segundo semestre muito melhor, mas alguns contraventos do mercado vão persistir", disse Schroder.

O segundo trimestre foi marcado por vendas mais lentas de produtores na América do Sul e um difícil mercado de exportação, uma vez que a ampla oferta global e as compras diretas por importadores limitaram as oportunidades de trading.

A companhia vendeu 36,2 milhões de toneladas de grãos e outras commodities em seu agronegócio no segundo trimestre, mas o lucro bruto do segmento caiu em mais da metade, para US$ 157 milhões.

Nesta quarta-feira, a companhia cortou sua meta de lucro do ano todo para seu negócio agrícola para entre US$ 550 milhões e US$ 650 milhões, ante US$ 800 milhões a US$ 925 milhões no primeiro trimestre, e sua meta de lucro da unidade de alimentos e ingredientes para entre US$ 210 milhões e US$ 230 milhões, ante US$ 245 milhões a US$ 265 milhões.

O lucro líquido atribuível aos acionistas caiu para US$ 72 milhões, ou US$ 0,51 por ação, no trimestre, ante US$ 109 milhões, ou US$ 0,78 centavos por ação, há um ano.