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Biogás entra no Plano Decenal de Energia

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A participação do biogás na matriz energética brasileira poderá dar um saldo até 2026, passando dos atuais 127 megawatts (MW) para 300 MW em termos de geração distribuída, ou seja, que faz parte do sistema integrado nacional. Com a previsão, o biogás ganha relevância e se equipara a outra fonte renovável, a solar fotovoltaica. O PDE, nesse caso, contou com a participação ativa da Associação Brasileira de Biogás e Biometano (ABiogás) no período em que o documento esteve em Consulta Pública.

Uma das contribuições é concreta e considerou os dados da Usina Bonfim, vencedora do leilão de energia A-5 de 2016 e que adota o biogás. Em função desse projeto, os técnicos do segmento extrapolaram o que seria o potencial técnico de exportação, ou seja de despacho para o sistema como residual: 3 GW médios em 2026 entrariam no sistema como energia elétrica adicional.

“O PDE é mais uma prova de que o biogás é um dos caminhos para uma economia de baixo carbono e para a segurança energética. Isso começa a ficar cada vez mais claro para os planejadores do setor elétrico”, avalia Alessandro Gardemann, presidente da ABiogás. De acordo com ele, o biogás representa um potencial de geração de 115 mil GWh/ano no Brasil, ou 14 GW médios, de energia elétrica.

Outro resultado do investimento em biogás seria a geração de biometano, uma etapa purificada do primeiro e que o faz aproximar-se tecnologicamente do gás natural. Embora não esteja listado no PDE, o biometano poderia gerar nada menos do que 28,5 bilhões de m3/ano ou mais de duas vezes o volume de gás importado da Bolívia. Se aproveitado integralmente, tal volume poderia substituir 44% do diesel consumido. Sem contar que com o programa RenovaBio,  o mais importante projeto do Ministério de Minas e Energia (MME) para mitigação das emissões de gases do efeito estufa, o biometano se torna ainda mais competitivo.