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Bahia é o terceiro estado com mais residências com gás natural

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Na Bahia, mais de 44 mil residências estão abastecidas com gás natural (GN), segundo o último Relatório de Administração da Bahiagás, publicado no primeiro semestre do ano. Por causa dos números, o estado é o maior consumidor do energético fora do eixo Rio de Janeiro-São Paulo.

Com o aumento da aplicação do gás para o aquecimento da água da casa, além do tradicional uso para a preparação de alimentos em fogões, o mercado de inspeções e instalações prediais do GN virou possibilidade de atuação para as empresas do setor da construção civil.

Dentro do novo escritório da empresa de projetos prediais Sala Engenharia, aberto em fevereiro no Itaigara, duas edificações foram elaboradas com sistemas de instalação de gás natural residencial. Além das novas obras de construção, oferecer serviços de consultoria e planejamento para imóveis que devem modificar sua estrutura para receber o GN é outro foco do negócio.

“A gente já fez dois projetos de instalação de gás natural, todos em cidades do interior. No caso desse tipo de serviço, para garantir a segurança do projeto e da instalação do gás, é importante ficar atento com as normas da ABNT”, conta César Sala, engenheiro e dono da empresa.

Sala acredita na maior expansão das redes distribuidoras de gás natural encanado, realidade que vai aumentar as oportunidades de negócios fechados no escritório.

“Apesar de pensar sempre em novas rotas de consultoria de projetos, o fato é que os novos e antigos empreendimentos imobiliários só conseguem pensar em estruturas para o gás natural residencial se houver tubulação montada na rua”, explica Sala.

Mudanças no setor

Por ser fornecido por uma rede de distribuição encanada, o gás natural não precisa ser armazenado em cilindros e botijões. Como resultado, os projetos das áreas comuns dos condomínios ganham mais espaço com a falta das “casinhas” que armazenavam o conjunto de cilindros.

No condomínio Parque Tropical, construído pela Odebrecht Realizações Imobiliárias (OR) em Pituaçu, no lugar dos espaços que foram reservados para a estocagem dos cilindros de GN foi acrescentada uma caixa de lixo.

“Para aproveitar as vantagens da obra pensada com o GN, é preciso contratar o serviço de outras empresas que se especializaram no segmento. No caso do Parque Tropical, a Bahiagás ficou responsável pelas instalações necessárias”, explica Hassan Luedy, diretor de obra da OR.

Segundo Luedy, no processo de conversão do tradicional gás de cozinha de cilindro para o gás natural, ocorrem pequenas mudanças na estrutura física dos imóveis que fazem parte de um condomínio.

“Com relação à mudança do gás liquefeito de petróleo (GLP) para o GN, só é efetuada a mudança de diâmetro da tubulação. Por isso, existe a possibilidade de aproveitamento dos aparatos que fixavam os tubos por onde passava o anterior gás”, conta Luedy.

Para Luciene Lopo, gerente comercial da Bahiagás, além do melhor aproveitamento do metro quadrado nas construções, a expansão das redes que fornecem o gás natural residencial contribui para o empreendedorismo e trabalho de pequenos, médios e grandes negócios da construção.

“Quando se trata do segmento de gás natural residencial, existe toda uma cadeia de profissionais, como os gasistas. Aqui na empresa, eles são responsáveis pela medição, instalação e conversão do sistema para a nova matriz energética”, diz Luciene.

No aspecto da segurança, a gerente explica que nos imóveis novos é importante que as construtoras e empresas especializadas do setor realizem testes de vazamento nas tubulações. Nos antigos, antes da conversão para o GN, vale fazer uma revisão de todas as instalações presentes na infraestrutura do espaço.