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Manutenção de plataformas sem referência de mercado

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A redução drástica do número de novos negócios na indústria do petróleo vem fazendo com que as empresas de bens e serviços fiquem sem referência na hora de apresentar suas propostas comerciais. Na licitação da Petrobras para contratação de serviço de manutenção para 12 plataformas da UO-Rio, a diferença de preço entre o primeiro e último colocados em um dos lotes foi de 116% ou nada menos que R$ 364.294.696,58.

Dividida em quatro lotes, a licitação teve os preços abertos no fim de julho.  A Petrobras segue avaliando as propostas. Essa etapa, diante do grande número de participantes e da disparidade de valores, deve se prolongar por pelo menos mais uma semana.

A G&E Manutenção apresentou o menor preço no lote A (P-52, P-54, P-55 e P-62), com a proposta de R$ 311.575.478,22. Já a OEngenharia, do grupo Vinci Energies, teve as melhores propostas nos pacotes B (PRA-1 e P-53) e C (P-38, P-51 e P-56), com R$ 251.933.827,06 e R$ 392.267.455,00, respectivamente. A CSE Mecânica largou na frente no lote D (P-47, P-48 e P-50), com R$ 313.621.971,80.

A Petrobras estava sem contratar serviço de manutenção para contratos de maior porte há cerca de dois anos. Uma das últimas licitações feitas pela companhia foi destinada à contratação de serviços de menor porte para plataformas da UO-Rio e da UO-BC, que tinham por objetivo substituir contratos da UTC, depois que a empresa entrou em processo de recuperação judicial.

A diferença de 116% entre o primeiro e o último colocados ocorreu no lote A, onde o Estaleiro Brasa apresentou o maior preço, com proposta de R$ 675.870.174,80. A disputa pelo pacote C resultou numa diferença de 95%, também protagonizada pelo Brasa.

Os preços apresentados pelos primeiros colocados foram considerados bastante baixos. O maior peso do serviço a ser contratado é relativo à mão de obra direta. Cada lote recebeu em média 13 propostas, sendo que no pacote B o número de proponentes chegou a 15. Além das empresas que apresentaram propostas, outras 16 empresas participaram da licitação, mas acabaram declinando.

Essa licitação visa substituir contratos rescindidos da UTC e contratos por vencer no fim do ano da Orteng. Os novos contratos serão válidos pelo prazo de quatro anos, com possibilidade de renovação por mais um ano.

Empresas que declinaram o convite para a apresentação de propostas em todos os lotes atender a 12 plataformas na Bacia de Campos:

♦ Acciona
♦ Azevedo & Travassos
♦ Belov Engenharia
♦ Comal do Brasil
♦ Elevolt Indústria
♦ Elinq Cooperativa
♦ Enaval
♦ Mazza Engenharia
♦ Milpan Engenharia
♦ MIP Engenharia
♦ Montcalm Montagem
♦ Norteng Engenharia
♦ Predgas Engenharia e Comércio
♦ Sindus Andritz
♦ União Montagem
♦ Wärtilä Brasil