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Lava Jato investiga ligação de cônsul da Grécia e ex-diretor da Petrobras

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Outra fase da Lava Jato foi na investigação de contratos da Petrobras com empresas ligadas ao cônsul honorário da Grécia no Rio.

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou em delação premiada que repassou informações privilegiadas ao cônsul honorário Konstantinos Kotronakis e que essas informações facilitaram os contratos de afretamento de navios de empresas ligadas ao cônsul com a Petrobras.

Os favores, segundo Paulo Roberto Costa, foram pagos com propina.

O juiz Sérgio Moro afirmou que há provas do recebimento de pelo menos US$ 966 mil, entre 2011 e 2014, em contas relacionadas a Paulo Roberto Costa, vindas de contas ligadas ao cônsul Konstantinos Kotronakis.

No período das transferências, afirma o juiz, foi formalizada a maior parte dos quase US$ 1 bilhão em contratos das empresas gregas com a Petrobras. De acordo com Moro, alguns desses contratos permanecem ainda vigentes.

Quem ajudou nas transferências foi o operador Henry Hoyer, que já foi alvo de outra fase da Lava Jato, e teve a prisão temporária decretada. Ele também teria recebido mais de US$ 300 mil em propinas.

O juiz Sérgio Moro determinou também a prisão temporária do ex-gerente da Petrobras Dalmo Monteiro da Silva, que não está no Brasil, e negou o pedido de prisão do cônsul. A decisão foi em respeito à Grécia, país que lhe deu o título. Mas Kotronakis não poderá deixar o Brasil e vai ter que entregar o passaporte.

O delegado federal Igor de Paula, responsável pela Lava Jato em Curitiba, disse que as duas fases foram realizadas no mesmo dia para usar o pessoal de uma única vez e economizar dinheiro, mas, segundo ele, não houve restrição orçamentária.

O que dizem os citados

A defesa de Cândido Vacarezza declarou que o ex-deputado nunca intermediou qualquer tipo de negociação entre empresas privadas e a Petrobras; que a prisão foi decretada com base em delações contraditórias e que foram confiscados valores declarados no imposto de renda e objetos de outras pessoas.

A defesa de Konstantinos Kotronakis afirmou que ele está em tratamento médico e que vai prestar esclarecimentos à Justiça quando se recuperar.

As defesas de Henry Hoyer, Luís Eduardo Andrade e Jorge Luz não quiseram se manifestar.

O portal não conseguiu contato com as defesas de Dalmo Monteiro da Silva, Marcio Aché Cordeiro, nem com a empresa Sargeant Marine.