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Brasil será autossuficiente em gás, diz ministro

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O ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, disse na última quinta-feira (10) que o Brasil poderá se tornar autossuficiente em gás natural a partir de 2021, dois anos após o fim do contrato de importação do combustível com a Bolívia, que vence em 2019. Coelho disse ainda que até o fim deste mês será encaminhada proposta de alteração legislativa no âmbito das discussões do Gás para Crescer.

“Nós estamos vendo uma possibilidade do Brasil em 2021 ser autossuficiente com a entrada de todo o gás que está sendo produzido no pré-sal”, disse ele, durante participação no Fórum de Infraestrutura e Logística, do Lide São Paulo, na capital paulista.

Atualmente, o Brasil consome 90% de todo o gás que a Bolívia vende no exterior e os mais dependentes do gás boliviano são os estados do sul do país, que não contam com abastecimento via gás natural liquefeito (GNL), um projeto defendido por executivos da região de forma a ampliar o abastecimento local.

Nos resultados do segundo trimestre do ano, a Petrobras mostrou que, dentro da oferta total de gás, a parte referente ao gás boliviano foi de 24 milhões de m³/dia contra 28 milhões de m³/dia no mesmo período do ano passado. No semestre, a fatia do gás boliviano na oferta total foi de 22 milhões de m³/dia contra 30 milhões de m³/dia nos primeiros seis meses de 2016.

Para 2019, há possibilidade de que na renovação do contrato com a Bolívia, a Petrobras passe a comprar menos que o volume da capacidade total atual, que é de 30 milhões de m³/dia. Empresas e estados já se movimentam para garantir sua fatia dentro da exportação boliviana, como o Mato Grosso, que pretende comprar 4 milhões de m³/dia.