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Apenas um sistema definitivo de produção em 2017

A Petrobras encerrará 2017 com apenas um novo sistema definitivo de produção tendo iniciado operação. Durante coletiva de imprensa sobre o resultado financeiro da companhia no segundo trimestre, a diretora de E&P da estatal, Solange Guedes, informou que os FPSOs P-67 e Campos dos Goytacazes iniciarão suas atividades somente no ano que vem.

Segundo FPSO da série de replicantes, a P-67 será instalada no campo de Lula Norte , no cluster do pré-sal da Bacia de Santos, de acordo com a última atualização do Plano de Negócios 2017-21 da estatal. Em junho, a Petrobras informou que a plataforma tinha 97% de suas obras concluídas. A ancoragem da unidade foi autorizada em fevereiro pela ANP.

O casco da P-67 foi construído no estaleiro Rio Grande, da Engevix, no Rio Grande do Sul. De lá, a estrutura partiu para a China para ter seu topside integrado pela Chinese Offshore Oil Engineering. A integração foi originalmente contratada ao consórcio Integra, formado pela OSX e a Mendes Júnior, mas as obras foram transferidas para o exterior após complicações  contratuais entre a Petrobras e o consórcio.

Já o Cidade de Campos dos Goytacazes está sendo integrado no Estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis (RJ). Até abril deste ano, a previsão era que o FPSO da Modec, que foi contratada pela Petrobras para operar a unidade no campo de Tartaruga Verde, na Bacia de Campos, seria entregue no terceiro trimestre.

Com isso, a P-66 – primeiro FPSO replicante da Petrobras – terá sido o único sistema definitivo a entrar em operação este ano, no campo de Lula Sul. A outra unidade ainda programada para iniciar atividades em 2017 é o FPSO Pioneiro de Libra, que fará o Teste de Longa Duração (TLD) de Libra. De acordo com a executiva, a plataforma começará a produzir ainda neste trimestre.

Até o Plano de Negócios 2015-19, a Petrobras previa o primeiro óleo de cinco sistemas definitivos em 2017, mas a companhia acabou adiando o início de produção dos campos de Búzios 1 e 3, que também serão desenvolvidos com plataformas próprias.

Em 2016, três sistemas definitivos de produção entraram em operação no campo de Lula, no pré-sal de Santos – todos eles interligados a plataformas afretadas: os FPSOs Cidade de Maricá, Cidade de Saquarema e Cidade de Caraguatatuba. Os dois primeiros foram integrados no Estaleiro Brasa, da SBM, no Rio de Janeiro, e o último, no Brasfels, contratado pela operadora à Modec.

A atualização do cronograma de primeiro óleo dos novos projetos de produção faz parte do trabalho de revisão do Plano de Negócios da companhia, que está em fase final de conclusão. Voltado ao período 2018-2022, o novo  PN será levado à aprovação da Diretoria nas próximas semanas e encaminhado à avaliação do Conselho de Administração da companhia em setembro.

Com as obras dos replicantes e dos cascos da cessão onerosa atrasada e diante da dificuldade enfrentada pela Petrobras nas licitações de afretamento dos novos FPSOs, a tendência é de que a maior parte dos projetos previstos para o período 2018-2021 seja postergada.



Por Claudia Siqueira e João Montenegro