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SP estuda levar dutos de gás para usinas a biomassa

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O governo de São Paulo estuda a possibilidade de levar gás natural para termelétricas a biomassa. A ideia é que estas usinas possam operar com o gás na entressafra da cana-de-açúcar, atuando 12 meses ao ano e não mais durante oito meses, duração média de uma safra, com possibilidade de entrar na geração de base.

A informação é do secretário de Energia e Mineração do estado, João Carlos Meirelles, que participou na quarta-feira (5), do Brasil Solar Power, no Rio de Janeiro. Meirelles defendeu que as térmicas a gás possam atuar na base porque seriam a única alternativa para dar conta da demanda devido à escassez de novos aproveitamentos hidrelétricos e da intermitência das fontes renováveis, como a eólica e solar.

 “A solar não tem só o problema do armazenamento mas outro seríssimo, que é a integração com as redes de distribuição. Mas por imensa sorte com o pré-sal o país passa a não ter somente o gás boliviano, que precisa renovar o contrato em 2019, mas tem outras ofertas”, disse.

Meireles se referiu à malha de gasodutos para escoamento do gás do pré-sal da Bacia de Santos, como o rota 1, destinado à unidade de tratamento de Caraguatatuba; rota 2, em Cabiúnas e a terceira rota, do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), obra que a Petrobras está tentando retomar.

O secretário aponta que o Brasil produzirá gás suficiente para colocar gás para suprir térmicas na base, mesmo tendo no horizonte uma possível diminuição da capacidade de importação de gás por parte da Bolívia após 2019. Há ainda a rota 4, projeto privado da Cosan que poderá acrescentar mais 17 milhões de m³dia conectando a produção do campo de Lula e Sapinhoá à São Paulo. O projeto ainda está na fase de licença ambiental.