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Petroleira coloca à venda sua participação na Comgás

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Depois da Petrobras tentar vender a Liquigás, agora é a Shell, outra petroleira gigante, que  colocou à venda sua participação de 17 % na  Comgás. Nos últimos dois anos, a Shell teve a opção de exercer a venda dessa participação, mas não se desfez do negócio.

O valor da participação no negócio de gás canalizado é estimado em cerca de R$ 1 bilhão. A Cosan  é a controladora da companhia, com 62,66% de participação. O restante das ações da empresa é negociado no mercado. O  valor de mercado da empresa de gás canalizado fechou a R$ 5,7 bilhões.

O grupo Cosan  pode ter o direito de preferência para comprar as ações, mas ainda não há qualquer decisão sobre esse tema. O grupo Cosan adquiriu o controle da Comgás em 2012, por cerca de R$ 3,4 bilhões.  Com atuação em quase 180 municípios de São Paulo, incluindo a capital, a Comgás é um dos principais ativos desse setor. Antes da Comgás, a companhia chegou a Avaliar a Gás Brasiliano, também com atuação em São Paulo, mas foi adquirida pela Petrobras.

Os grupos Shell e Cosan são parceiros antigos. No início de 2010, as duas gigantes se uniram para criar a Raízen, divisão que reúne os negócios de distribuição de combustíveis e a produção de açúcar e álcool. A parceria com a Shell colocou a Cosan no mapa do mercado de combustíveis do País. A união com a Shell deu maior musculatura para o grupo, que briga pela vice-liderança com o grupo Ultra, dono da rede de postos Ipiranga. No ano passado, o Ultra comprou a rede Ale, mas ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Se aprovada, a rede do grupo Ultra se consolida na vice-liderança em distribuição de combustíveis, atrás da BR Distribuidora, da Petrobras.